Presidente da África do Sul se livra de moção de desconfiança

JOHANESBURGO, 08 AGO (ANSA) - O Parlamento da África do Sul rejeitou nesta terça-feira (8) uma moção de desconfiança apresentada pela oposição contra o presidente do país, Jacob Zuma, que está no cargo desde 2009 e é acusado de corrupção.   

A votação foi secreta e terminou com um placar de 198 a 177 em favor do mandatário, resultado que foi recebido com aplausos dos membros do partido governista Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês).   

Se fosse aprovada, a moção poderia levar à cassação de Zuma, cujo mandato está envolvido em uma série de escândalos. Uma das acusações contra o presidente é de que ele teria usado dinheiro dos contribuintes para reformar sua mansão privada.   

Além disso, o mandatário é suspeito de ter nomeado ministros para favorecer empresas na administração nacional. Zuma já sobrevivera a outras moções de desconfiança no passado, mas a oposição tinha a esperança de sair vitoriosa nesta terça pelo fato de, pela primeira vez, a votação ser secreta, o que poderia garantir o apoio de parlamentares do ANC descontentes com o governo.   

"Eles acreditam que podem usar tecnicalidades para tomar do ANC a maioria [no Parlamento]. Mas não podem, nós representamos a maioria", disse Zuma após o escrutínio. Em seu segundo mandato, o presidente deve deixar o cargo em 2019, já que a lei o impede de se candidatar pela terceira vez. (ANSA)
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