Trump mantém retórica e diz para Coreia 'ficar atenta'

NOVA YORK, 10 AGO (ANSA) - Após uma reunião com sua equipe sobre a crise com a Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10) e não descartou a hipótese de realizar um "ataque preventivo" contra o país asiático.   

O briefing foi realizado no campo de golfe do magnata em Bedminster, Nova Jersey, e contou com a participação do conselheiro para Segurança Nacional da Casa Branca, H. R.   

McMaster, e do chefe de gabinete do presidente, John Kelly, ambos generais.   

Perguntado pelos jornalistas se uma das hipóteses cogitadas por Washington é a de um "bombardeio preventivo" contra a Coreia do Norte, Trump respondeu: "Veremos...". Dois dias depois de ter ameaçado atacar Pyongyang com "fogo e fúria nunca antes vistos", o mandatário não fez questão de suavizar a retórica e disse que o regime de Kim Jong-un tem motivos para se preocupar.   

"A Coreia do Norte deve ficar atenta ou estará em problemas como poucos países estiveram antes", declarou o republicano, acrescentando que suas declarações da última terça (8) não foram "suficientemente duras".   

Ainda assim, ele garantiu que os norte-americanos e seus aliados na Ásia estão "seguros". A tensão entre Washington e Pyongyang segue elevada desde a posse de Trump, em janeiro passado, mas ganhou novos capítulos nesta semana, com a notícia de que Kim está preparando um plano para atacar Guam, ilha dos EUA situada no Oceano Pacífico.   

Além disso, relatórios da inteligência dos Estados Unidos e do Japão indicam que a Coreia do Norte teria conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear, passo crucial para armar seus mísseis intercontinentais com bombas atômicas.   

O programa desenhado por Pyongyang prevê o disparo de quatro mísseis Hwasong-12 contra as águas que cercam Guam, ilha que tem uma população de 160 mil pessoas e abriga duas bases militares norte-americanas. A ação seria uma forma de advertência contra os EUA.   

Os projéteis teriam de cruzar o espaço aéreo do Japão, que garante ter condições de abatê-los. (ANSA)
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