China pede 'moderação' aos EUA para reduzir tensão com Coreia

PEQUIM, 12 AGO (ANSA) - O presidente da China, XI Jinping, pediu ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que modere "palavras e atos" para evitar mais tensão na península coreana, informou a TV estatal chinesa neste sábado (12).   

Durante conversa por telefone com Trump, Xi afirmou que "as partes implicadas [EUA e Coreia do Norte] devem evitar declarações e ações que aumentem a tensão". Além disso, o mandatário chinês pediu para que ambas as nações mantenham um "rumo geral de diálogo, negociações e acordo político", destacou a CCTV.   

De acordo com a agência oficial "Xinhua", o presidente da China ainda assegurou que seu país "está disposto a trabalhar com o governo dos Estados Unidos para resolver a questão", já que "compartilham o interesse comum de livrar a península coreana das armas nucleares e de manter a paz e a estabilidade" na região.   

A conversa entre os dois líderes aconteceu em pleno momento de tensão com a Coreia do Norte, que ameaçou bombardear a ilha de Gum, um território controlado pelos Estados Unidos no Pacífico.   

Antes da conversa telefônica, o Ministério das Relações Exteriores da China também pediu ao governo de Trump e à Coreia do Norte que "abandonem o velho método de demonstração de poder".   

Segundo a TV estatal, Trump respondeu que "as relações entre China e Estados Unidos se encontram em um estado de bom desenvolvimento, e ainda podem melhorar".   

Em comunicado, a Casa Branca afirmou que em um telefonema ao governador da ilha de Guam, Eddie Calvo, Trump "reafirmou" que as "forças dos Estados Unidos estão preparadas para garantir a segurança da população local e do próprio país como um todo".   

Na última sexta-feira (11), o republicano advertiu a Coreia do Norte e afirmou que se ocorrer qualquer ataque na ilha de Guam "vai se arrepender de verdade, e vai se arrepender rápido".   

Em sua conta no Twitter, Trump disse que "as soluções militares estão prontas para ser usadas caso a Coreia do norte atue de forma imprudente", escreveu.   

No mês de julho, Pyongyang realizou dois testes de mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir o território norte-americano. (ANSA)
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