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Internacional

'Ataques acústicos' em Cuba afetaram 16 diplomatas dos EUA

25/08/2017 11h23

WASHINGTON, 25 AGO (ANSA) - Pelo menos 16 diplomatas da embaixada dos Estados Unidos em Cuba foram afetados por estranhos "ataques" acústicos, informou nesta quinta-feira (24) o governo norte-americano.   

De acordo com o porta-voz do departamento de Estado, Heather Nauert, esta é a primeira vez que o número de vítimas é divulgado. "Levamos a situação muito a sério", afirmou ele.   

Em coletiva de imprensa em Washington, Nauert ainda disse que esses fatos parecem não estar mais acontecendo. No entanto, a situação inédita pode por em risco a normalização das relações entre ambos os países.   

No início do mês, diversos representantes norte-americanos receberam tratamento médico por causa de sintomas como perda de audição e mal-estar. Na ocasião, as autoridades suspeitaram de um "ataque sônico".   

Por sua vez, Havana disse ter sido informada dos incidentes em fevereiro deste ano e aberto uma "rigorosa e urgente investigação". "Cuba jamais permitiu ou vai permitir que seu território seja usado para qualquer ação contra diplomatas e suas famílias, sem exceções", afirmou o goveno em comunicado.   

Segundo Nauert, "foi dado tratamento médico tanto nos Estados Unidos como em Cuba" para as vítimas. Mesmo assim, o governo do presidente Donald Trump evitou culpar Cuba pelos "vários sintomas físicos" sofridos por seus funcionários na ilha.   

"Não estamos atribuindo responsabilidade neste momento", acrescentou Nauert, ressaltando que as investigações ainda não foram concluídas. Recentemente o secretário de Estado, Rex Tillerson, qualificou o ocorrido como "ataques à saúde" de cidadãos norte-americanos, e pediu às autoridades cubanas a determinar sua causa. (ANSA)
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