Acordo de livre comércio entre UE e Ucrânia entra em vigor

BRUXELAS, 1 SET (ANSA) - O acordo de livre comércio entre a Ucrânia e a União Europeia entrou em vigor nesta sexta-feira (1) após anos de negociações - e de um conflito armado no meio desse período.   

"É um dia para celebrar para o continente europeu. A determinação é uma virtude. Hoje, mesmo com todos os desafios, nós cumprimos isso. Agradeço a todos aqueles que tornaram tudo possível: aqueles que foram à praça Maidan, e aqueles que estão trabalhando para reformar o país", comentou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, hoje sobre o tema.   

O Conselho Europeu tinha ratificado esse processo, de maneira definitiva, no dia 11 de julho, mas o "grosso" do acordo entre os dois lados já estava operando há alguns meses. Muitos setores estavam se beneficiando do pacto por conta de uma aplicação provisória desde o dia 1º de setembro de 2014 e a parte sobre o livre comércio também já estava em vigor, de forma provisória, desde o dia 1º de janeiro de 2016.   

Por conta disso, segundo o comissário europeu para as Políticas de Vizinhança, Johannes Hahn, lembrou que "os primeiros resultados concretos da atuação do Acordo já são vistos: as exportações da Ucrânia para a UE aumentaram e a UE se formou como primeiro parceiro comercial da Ucrânia".   

"Os recentes esforços reformistas da Ucrânia não tem precedentes, mesmo se ainda há muito por fazer, por exemplo, na luta contra a corrupção", acrescentou Hahn.   

O Acordo de Associação representa a base para a modernização das relações comerciais de Kiev e o desenvolvimento econômico, abrindo mercados e harmonizando leis e regulamentos com as normas internacionais dos europeus.   

- Crise: A parceria entre União Europeia e Ucrânia foi um dos principais motivos para a crise que acabou culminando com um conflito armado no país e uma série de sanções econômicas contra a Rússia.   

Em novembro de 2013, a oposição ucraniana começou uma onda de manifestações contra o governo por conta do adiamento de uma votação de adesão de Kiev ao bloco econômico.   

À época, os opositores afirmaram que a decisão inesperada do governo era resultado de uma forte pressão dos russos - já que Moscou queria que o país aderisse a um "bloco" econômico que reunia as ex-repúblicas soviéticas. O então presidente Viktor Yanukovich começou a ser muito pressionado pelos seus cidadãos. Em fevereiro de 2014, Yanukovick retomou as negociações com a União Europeia. No entanto, ainda naquele mês, o presidente foi afastado por um impeachment. À época, os movimentos separatistas aproveitaram a confusão política e o território da Crimeia decidiu se separar da Ucrânia, sendo anexado posteriormente pela Rússia, e diversas áreas começaram a um conflito armado. As regiões de Donetsk e Lugansk enfrentam até hoje conflitos localizados e a situação continua instável, com acusações de que a Rússia está por trás das ações.   

Por conta disso, a União Europeia e os Estados Unidos impuseram sanções a Moscou por conta da anexação da Crimeia, em uma situação que não parece ter uma solução política próxima. (ANSA)
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