ONU denuncia fuga de 50 mil rohingyas de Myanmar

ROMA, 1 SET (ANSA) - Quase 50 mil muçulmanos da minoria rohingya fugiram de suas casas em Myanmar diante dos episódios de violência e perseguição cometidos pelo Exército do país nos últimos dias. O balanço foi divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (1).   

De acordo com a ONU, cerca de 27 mil pessoas fugiram para a vizinha Bangladesh, enquanto outras 20 mil ficaram bloqueadas na fronteira, tentanto escapar dos conflitos étnicos e religiosos em Myanmar.   

Nas redes sociais, militares do Exército de Myanmar disseram que mataram 370 muçulamanos rohingyas nos últimos dias, confirmando a escalada de violência que preocupa até o Vaticano. O papa Francisco fez um apelo no último domingo para que as perseguições contra os rohingya parem, além de anunciar uma viagem para Myanmar e Bangladesh no próximo mês de novembro. A minoria rohingya sofre perseguições há decadas, mas, nas últimas semanas, um confronto no norte de Myanmar, em Rakhine (também chamado de Arracão), tem causado a evacuação de milhares de pessoas. Tudo começou quando 30 postos da polícia na região foram alvos de ataques simultâneos e coordenados, reivindicados pelo Exército de Salvação dos Rohingya de Arracão (ESRA). Os militares, então, iniciaram uma ofensiva contra a população muçulmana de maneira indiscriminada, destruindo casas e aldeias inteiras. O ESRA se apresenta como uma resistência armada contra os abusos sofridos pelos rohingyas ao longo das décadas. Mas o governo de Myanmar classifica o grupo como uma organização terrorista que tenta criar um "Estado islâmico" em Rakhine. (ANSA)
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