Coreia do Norte faz 1º teste com bomba de hidrogênio

ROMA, 3 SET (ANSA) - O governo da Coreia do Norte anunciou que realizou um teste com uma bomba de hidrogênio na madrugada deste domingo(3), o que provocou um tremor de magnitude 6,3 no território norte-coreano.   

No anúncio feito pela TV estatal, o governo de Kim Jong-un disse que o teste foi um 'sucesso perfeito' e representa um passo 'significativo' para completar o programa de armas nucleares do país.   

A confirmação do novo teste ocorreu horas depois de um tremor de magnitude 6,3 ser detectado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) no noroeste do país asiático, em uma região usada para testes militares.   

Logo após o tremor, antes do anúncio oficial do governo norte-coreano, o Japão confirmou o teste. "Depois de examinar os dados, concluímos que era um teste nuclear", disse o ministro das Relações Exteriores japonês, Taro Kono, em uma entrevista divulgada pela emissora pública "NHK" após uma reunião do Conselho Nacional de Segurança do Japão.   

Como resposta, aviões de reconhecimento da Força Aérea japonesa foram enviados à área para identificar possíveis variações do nível de radioatividade no ar. Por sua vez, a Coreia do Sul elevou ao máximo seu nível de alerta contra o vizinho.   

Na noite de sábado (2), o governo de Pyongyang anunciou que havia desenvolvido uma bomba de hidrogênio com "grande poder destrutivo" e poderia ser colocada em mísseis intercontinentais.   

De acordo com a agência de notícias "KCNA", imagens de Kim inspecionando o que dizem ser o carregamento da bomba de hidrogênio em um míssil intercontinental foram divulgadas. "O poder explosivo da bomba foi ajustado de dezenas para centenas de quilotons e pode ser detonada de grandes altitudes.   

Como seus componentes foram produzidos localmente, isso permite que o país possa fazer quantas armas nucleares quiser", ressalta a publicação. A Itália, os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão, a Coreia do Sul, a França, além da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia condenaram o novo teste. (ANSA)
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