Colômbia reforça esquema de segurança para visita do Papa

BOGOTÁ, 4 SET (ANSA) - Por Oscar Escamilla - Mais de 14 mil policiais e cerca de 3,6 mil militares do Exército. São alguns dos dados da segurança em Bogotá para as diversas atividades que serão feitas pelo papa Francisco a partir do dia 6 de setembro.   

O número dos agentes empregados será menor, mas muito consistentes, também nas outras etapas da viagem: 5.479 em Villavicencio, 6.193 em Medellín e 4.259 em Cartagena.   

As autoridades criaram quatro Centros de Comando Unificados, uma estrutura que coordenará os trabalhos dos agentes do governo, da polícia, dos bombeiros, das cidades e de diversos ministérios.   

Entre as novidades apresentadas pela visita há aquela dos "grupos integrados", com homens do governo e da polícia, nas zonas mais afetadas pelo trânsito do Papa ou onde ele parará.   

O Episcopado conta, por sua parte, com 33 mil voluntários nas diversas etapas para "orientar" e ajudar em diversas frentes.   

Estima-se, por exemplo, que só na missa programada para Villavicencio participarão 550 mil pessoas. Por conta das chegadas de turistas internos e externos, as medidas excepcionais de segurança já foram ativadas durante este fim de semana.   

A Nunciatura da capital colombiana, onde Jorge Mario Bergoglio pernoitará durante a viagem, está no bairro de Teusaquillo, próximo ao centro da cidade. Por precaução, todos os moradores da área foram minuciosamente registrados por razões de segurança.   

Teusaquillo é um bairro com muitas construções no estilo inglês: as fachadas são brancas e os tetos têm telhas de argila. A área é muito controlada durante todo o ano, visto que abriga a sede de diversas entidades, como do Partido Liberal e do Instituto Italiano de Cultura, além de várias universidades.   

Alvaro Parra Pulido é o responsável pelo edifício "La Magdalena", que está em frente à Nunciatura, e é um dos que enfrentou diversas medidas na preparação para a visita do Papa.   

Não faltaram, por exemplo, interrupções no fornecimento de energia elétrica, nem operações de simulação de segurança.   

"Quem não tiver o credenciamento, não poderá entrar nessa área.   

Nós precisamos fornecer nossos dados, assim como todos os moradores", disse Parra à ANSA.   

Alguns dos moradores que vivem ali há muitos anos lembram ainda da visita de João Paulo II ao país, em julho de 1986. Também o Papa Wojtyla foi acolhido exatamente ali. (ANSA)
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