Especial/Morte de Madre Teresa completa 20 anos nesta terça

ROMA, 4 SET (ANSA) - Por Manuela Tulli - Passaram-se 20 anos desde o dia 5 de setembro de 1997, quando Madre Teresa, a irmã dos últimos, dos mais pobres entre os pobres, que deixou a Albânia para dedicar sua vida aos mais necessitados da Índia, morria na sua Calcutá, circundada pelo afeto das religiosas e do mundo inteiro.   

Há um ano, no dia 4 de setembro, a canonização da "pequena operária de Deus", na Praça São Pedro, fortemente desejada pelo papa Francisco para fechar o Jubileu da Misericórdia.   

Santa em vida, santa também oficialmente pela Igreja há doze meses, mas para todos ela continua sendo simplesmente a "Madre Teresa".   

Foi um testemunho de dedicação aos pobres, aquele da santa de Calcutá, que atingiu muitas pessoas no mundo, crentes ou não.   

Uma pobreza não apenas em assistir, mas em compartilhar - como fazem até hoje as outras freiras com o sari branco e azul que vivem da caridade aos outros, exatamente como os pobres que elas mesmas ajudam.   

Amanhã, dia em que a Igreja celebra Santa Teresa de Calcutá, serão muitas as missas e as celebrações em todo o mundo. Entre as mais importantes, está a consagração de um santuário dedicado a ela em Pristina, no Kosovo, onde a missa será celebrada por um enviado do Papa, ao cardeal Ernest Simoni. O padre albanês sofreu com trabalhos forçados e com a prisão durante os anos de ditadura em seu país e comoveu com seu testemunho o Pontífice.   

Nascida em Skopje, hoje Macedônia, no dia 26 de agosto de 1910, em uma família albanesa originária de Kosovo, Agnes Gonxha Bojaxhiu decidiu ser uma irmã religiosa aos 18 anos e entrou na ordem das Irmãs de Loreto.   

Depois de um período na Irlanda, parte para a Índia onde a congregação tinha uma missão. Ali, ensinava as meninas e adolescentes, mas os muros do monastérios se mostraram, em pouco tempo, muito pequenos para ela.   

E então, a "chamada no chamado" e a escolha de uma vida em meio aos pobres com a sua instituição, depois as irmãs Missionárias da Caridade. Não há pobreza ou marginalizado que não encontra acolhimento nesta congregação, dos leprosos aos doentes de AIDS, das jovens mães aos idosos, das famílias problemáticas aos presidiários.   

Hoje, as Missionárias da Caridade, ou simplesmente as irmãs de Madre Teresa, como são comumente chamadas, são cerca de seis mil no mundo e estão presentes em 130 países.   

Na Itália, há 18 casas onde vivem e atuam cerca de 130 irmãs. Já no Brasil, a congregação está em sete estados brasileiros (Amazonas, Bahia, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Sergipe e Espírito Santo). (ANSA)
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