Crise em Myanmar já afeta 120 mil rohingyas, denuncia ONU

BANGKOK, 5 SET (ANSA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) elevou para 123 mil o balanço de muçulmanos da minoria étnica rohingya que tentam fugir de Myanmar. De acordo com dados revelados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), os acampamentos nas zonas fronteiriças de Myanmar, criados nos anos 1990, estão com superlotação e milhares de pessoas sendo obrigadas a armar barracas em zonas proibidas. Muitos dormem a céu aberto e precisam de água e alimentos. As 123 mil mil pessoas tentam fugir para a vizinha Bangladesh, já que confrontos com o Exército de Myamnar estão provocando uma perseguição aos rohingyas. A ONU teme que a crise, iniciada em 25 de agosto, piore e leve a uma emergência humanitária. Os confrontos começaram quando várias delegacias foram atacadas por rebeldes do grupo Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA). Desde então, os militares de Myanmar perseguem e executam indiscriminadamente qualquer muçulmano da minoria étnica. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, telefonou hoje para a Nobel da Paz San Suu Kyi para que ela ajude os rohingyas e evite que as autoridades do seu país usem força contra a população.   

A União Europeia (UE), por sua vez, pediu que as autoridades de Myanmar concedam acesso ilimitado às agências humanitárias no estado de Rakhine para que possam prestar atendimento a cerca de 350 mil pessoas. (ANSA)
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