Malária provoca morte na Itália e gera preocupação

ROMA, 6 SET (ANSA) - A morte da menina Sofia, de quatro anos, por malária nesta terça-feira (5) está gerando muita preocupação entre as autoridades italianas e na população, especialmente, da região de Trento.   

A menina morava com os pais em Trento e não viajou para nenhum país onde há a transmissão da doença. No entanto, ela apresentou o tipo mais forte do problema, causada pela picada do mosquito Anopheles, que transmite o parasita Plasmodium falciparum, e que causou morte cerebral muito rapidamente. No último sábado (2), ela havia sido levada para dois hospitais de sua região, onde recebeu um primeiro diagnóstico errado. Na segunda unidade hospitalar, os médicos detectaram a malária e a transferiram rapidamente para Brescia, mas ela não resistiu e morreu na madrugada da segunda-feira.   

Por conta da morte, a Procuradoria de Trento abriu uma investigação sobre o caso, por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) contra "desconhecidos". Isso porque, após as primeiras investigações, descobriu-se que duas crianças de 4 e 11 anos tinham passado por um hospital de Trento com a mesma doença. Elas voltaram de uma viagem recente a Burkina Faso.   

Análises clínicas mostraram que os pequenos também foram vítimas do Plasmodium falciparum, mas o tratamento surtiu efeito e eles se recuperaram no hospital onde Sofia estava internada. Também a mãe e um irmão adolescente das crianças receberam atendimento no local.   

Segundo a diretora da Unidade Operacional de Pediatria do Hospital de Trento, Nunzia Di Palma, o parasita "tem diversas cepas" e "precisamos apurar se são as mesmas ou parecidas", sendo que isso está sendo investigado "pelo Instituto Superior de Saúde".   

"Se das análises, emergir que a cepa ou o variante do Plasmodium falciparum que provocou a malária nas duas crianças recuperadas em Trento e na pequena Sofia for o mesmo, então o contágio da menina foi, seguramente, no hospital. Mas, precisaríamos entender como isso ocorreu", disse à ANSA o vice-presidente da Sociedade Italiana de Doenças Infecciosas e Tropicais, Massimo Galli.   

Conforme dados do estudo "Lancet Infectious Diseases", a Itália importa em média 637 casos de malária por ano de países onde ela é uma doença endêmica - uma cifra abaixo apenas de França e Grã-Bretanha. (ANSA)
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