Nobel da Paz diz que há 'fake news' sobre crise em Myanmar

KUTUPALONG, 6 SET (ANSA) - Após as Nações Unidas fazerem um alerta sobre a "limpeza étnica" que está ocorrendo contra os muçulmanos rohingyas em Myanmar, a líder do país e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, condenou as "notícias falsas" e a campanha de desinformação que está sendo feita sobre a crise local.   

Essa foi a primeira vez que a representante do governo, onde é de fato a líder, se manifestou sobre a fuga de dezenas de milhares de rohingyas do país. Segundo ela, há um "iceberg de desinformação criado para gerar problemas entre as diversas comunidades e para gerar interesses dos terroristas".   

A fala ocorreu durante um telefonema nesta quarta-feira (6) com o presidente da Tuquia, Recep Tayyip Erdogan, que tem enviado toneladas de ajuda humanitária para ajudar os rohingyas e que, há semanas, tenta ser o intermediário de uma solução para o problema. Ainda conforme um comunicado, Suu Kyi afirmou estar defendendo "todos os cidadãos" que moram no estado de Rakhine.   

A Turquia também informou que a esposa de Erdogan, Emine, irá para a área ocupada pelos rohingyas em Bangladesh para se inteirar da situação.   

Ontem (5), o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou para uma possível limpeza étnica que está ocorrendo na fronteira entre Myanmar e Bangladesh e informou aos 15 membros do Conselho de Segurança sobre a "catástrofe humanitária" que está ocorrendo no local.   

De acordo com dados da entidade, mais de 125 mil muçulmanos foram "expulsos" do país e tentam achar refúgio no país vizinho.   

Com maioria budista, Myanmar tem um problema histórico com os rohingyas, que professam uma versão do Islã. A maior parte dos muçulmanos vivem em Rakhine, mas não tem os mesmo direitos do que os moradores locais, tendo que pedir autorização, por exemplo, para usar o sistema de saúde e de ensino do país.   

Com essa "marginalização", muitos fogem para Bangladesh, que também não os aceita e os deixa à margem da população local. Suu Kyi está sendo muito criticada por não tomar uma atitude para resolver a situação que, além de impedir o acesso aos serviços básicos, causa verdadeiros conflitos armados em diversos pontos do estado. (ANSA)
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