ONU responsabiliza Síria por ataque com gás sarin em abril

GENEBRA, 6 SET (ANSA) - As Organizações das Nações Unidas (ONU) responsabilizaram pela primeira vez, nesta quarta-feira (6), o governo da Síria pelo ataque com gás sarin ocorrido no mês de abril, que provocou a morte de mais de 80 pessoas, sendo a maioria mulheres e crianças.   

De acordo com o relatório da Comissão de Inquérito da ONU, forças sírias usaram armas químicas ao menos 27 vezes durante a guerra civil do país, incluindo no ataque em Khan Sheikhun que provocou uma retaliação dos Estados Unidos contra alvos do governo sírio.   

"Forças do governo mantiveram o padrão de usar armas químicas contra civis em áreas dominadas pela oposição", disse a ONU, que relatou que gás sarin lançado por aviões de guerra do governo atingiu inocentes.   

"A utilização de gás sarin em Khan Sheikhun no dia 4 de abril pelas forças aéreas sírias constituem crimes de guerra", ressalta o documento.   

Na ocasião, o presidente Bashar al-Assad alegou que os ataques aéreos atingiram um depósito no qual eram armazenadas substâncias químicas, mas a Comissão rejeitou essa ideia.   

Segundo um estudo internacional da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) realizado em junho, o ataque foi provocado pelo uso do gás sarin, no entanto não foi comprovado que o teria realizado.   

Logo após a operação, Assad negou ter realizado o ataque químico e acusou rebeldes de serem os responsáveis. No total, os investigadores da ONU disseram ter documentado 33 ataques com armas químicas. Vinte e sete foram cometidos por forças do governo, incluindo sete entre 1 de março e 7 de julho.   

(ANSA)
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