'Irma' deixa rastro de destruição e 10 mortes no Caribe

SAN JUAN E ROMA, 7 SET (ANSA) - A passagem do furacão "Irma" pelo Caribe deixou um rastro de destruição e, ao menos, 10 mortos em pequenos países da região entre essa quarta-feira (6) e quinta-feira (7).   

As mortes foram registradas em Saint Martin, Saint Barthélemy e em Barbuda, mas o número ainda pode aumentar porque as comunicações e os acessos a locais remotos são praticamente inexistentes.   

Em Barbuda, o primeiro-ministro, Gaston Browne, afirmou que "95% das construções sofreram algum tipo de dano" por conta da passagem do fenômeno e que o país "está em escombros, literalmente". Ainda não é possível calcular financeiramente os estragos.   

Já nas ilhas que compõem as Antilhas Francesas, Saint Martin e Saint Barthélemy, o governo francês anunciou que está trabalhando para fornecer comida e água potável para os cidadãos.   

"Passamos da fase de espanto para uma fase de ação. Nas próximas horas, trabalharemos até que as pessoas consigam comer e beber água", disse o ministro do Interior da França, Gerard Colomb. Já em uma nota, o Palácio do Eliseu informou que o presidente do país, Emmanuel Macron, viajará para a região "assim que for possível".   

Especialistas apontam que esse é o mais forte furacão que atingiu o Caribe em uma década, com ventos de até 285km/h e ainda está na categoria 5 - em uma escala que vai até 5.   

O fenômenos também passou por Porto Rico, mas acabou fazendo menos estragos do que o previsto porque atingiu uma área evacuada ao norte do país. Há ainda outros dois furacões na região do Caribe, mas ainda com menor intensidade e com rota indefinida.   

Preparativos nos EUA Ainda não se sabe exatamente qual será a rota e a força com que o furacão Irma chegará aos Estados Unidos, mas um enorme plano de evacuação na Flórida continua em prática.   

Diversas cidades já receberam uma ordem obrigatória de evacuação, incluindo a famosa Miami Beach. Segundo o governo local, o furacão tem "proporção nuclear" e pode causar muitos danos ao chegar ao país.   

O governo brasileiro também emitiu uma nota pedindo para que os cidadãos não viagem para a Flórida até o fim de semana, quando espera-se que o fenômeno chegue aos EUA. (ANSA)
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