Em Cartagena, Papa pede fim de violência na Venezuela

CARTAGENA, 10 SET (ANSA) - O papa Francisco aproveitou a tradicional oração do Angelus, seu segundo compromisso público na cidade colombiana de Cartagena neste domingo (10), para voltar a fazer um apelo pela paz no país vizinho, a Venezuela.   

"Faço uma oração para todos os países da América Latina e, de maneira especial, para a vizinha Venezuela. Exprimo minha proximidade a cada um dos filhos e filhas daquela amada nação, como também a aqueles que encontraram nesse terra colombiana um lugar de acolhimento", disse aos milhares de fiéis que foram até a igreja de San Pietro Claver.   

Assim como o Brasil, a Colômbia é um dos países que mais recebem venezuelanos em fuga do país vizinho, seja por causa da crise econômica - que provoca uma grave escassez de alimentos - ou por questões políticas.   

"Desta cidade, sede dos Direitos Humanos, faço um apelo para que se rejeite todo o tipo de violência na vida política e se encontre uma solução uma grave crise que se está vivendo e que atinge a todos, especialmente, os mais pobres e excluídos da sociedade", acrescentou Francisco.   

O Angelus é uma oração tradicional e centenária de domingo feita pelo líder católico. No Vaticano, ela é feita da janela da residência de Santa Marta e lembra do "sim" de Maria como mãe de Jesus. Normalmente, é nesse encontro que Francisco envia mensagens de diversos tipos - políticas, religiosas - e saúda delegações estrangeiras.   

Durante toda a sua passagem por cidades colombianas, Bogotá, Villavicencio e Medellín, Jorge Mario Bergoglio se reuniu com bispos e sacerdotes venezuelanos, que repassaram a Francisco um detalhado cenário de como está a Venezuela.   

Por diversas vezes, o Episcopado de Caracas se posicionou contra as atitudes do presidente Nicolás Maduro, como no caso da convocação de uma Assembleia Constituinte, e chegou a se referir ao presidente como alguém que está tentando instaurar uma "ditadura".   

E, por sua vez, missas católicas chegaram a ser interrompidas por grupos paramilitares que defendem Maduro, também como uma forma de intimidar as lideranças religiosas católicas venezuelanas.   

- Trabalhar pelos excluídos: Na parte religiosa de seu discurso, o Papa voltou a pedir que tanto os colombianos como todos os países do mundo cuidem dos excluídos e explorados da sociedade atual, como aquelas que "são vendidas como escravos ou mendigam por um pouco de humanidade".   

"É preciso trabalhar pela dignidade de todos os nossos irmãos, especialmente para os pobres e os descartados da sociedade, por aqueles que são abandonados, pelos imigrantes, por aqueles que sofrem violência e o tráfico. Todos aqueles que tem sua dignidade e que são imagens de Deus", afirmou.   

Após rezar na igreja dedicada a São Pietro Claver, um jesuíta que defendeu os escravos nos anos 1500, Bergoglio visitou a casa-santuário do religioso. Lá, ele se reuniu com cerca de 300 expoentes da comunidade afro-americana ajudada pelos jesuítas atualmente. (ANSA) --
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