Com vacinas obrigatórias, crianças voltam às aulas na Itália

ROMA, 12 SET (ANSA) - O ano letivo nas escolas italianas começou de maneira diferente neste ano. Por conta da obrigatoriedade de vacinação das crianças até 12 anos, muitas escolas por todo o país registraram até problemas com a polícia por parte de pais que não quiseram cumprir as novas regras.   

"Se a menina não está vacinada, não vai entrar na escola", foi o que ouviu um casal ao tentar deixar sua filha de três anos em um escola de Milão nesta terça-feira (12). Os pais chamaram a polícia para tentar fazer com que a criança fosse para a escola, mas os agentes só puderam registrar a ocorrência.   

Episódio semelhante ocorreu nesta segunda-feira (11) em uma creche na região de Friuli-Veneza Giulia. Uma mãe se negou a assinar uma auto-certificação de que a sua filha tinha tomado todas as vacinas e precisou levar a menina de volta para casa.   

No entanto, ela também chamou a polícia para tentar colocar a criança na escola.   

Hoje, ela foi admitida na creche após seu advogado apresentar um documento em que a mãe solicita informações à Agência Sanitária Local sobre as vacinas. No entanto, ela ainda não apresentou a certificação.   

Em Roma, segundo a líder da Instituto Educacional Compreensivo, Donatella Gentillini, "entre os 263 alunos que foram para as aulas hoje, 97 não estavam nas regras com a documentação da vacinação". "Boa parte regularizou a situação ainda de manhã, mas algumas crianças foram mandadas para casa, convidando-as para retornar amanhã com as certificações", disse Gentillini.   

A lei da vacinação obrigatória para crianças em idade escolar foi aprovada no fim do último ano letivo, em julho deste ano. São obrigatórias 10 vacinas - poliomielite, tétano, difteria, hepatite B, Haemophilus influenzae B, coqueluche, caxumba, sarampo, rubéola e varicela - todas fornecidas gratuitamente.   

A medida foi aprovada após uma série de episódios, desde o surto de doenças consideradas erradicadas ou sob muito controle, e uma fraude em um hospital de Údine - que atingiu cerca de sete mil crianças.   

Os pais que não cumprirem a medida estão sujeitos a pagar multas que variam entre 100 e 500 euros. (ANSA)
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