'Facínoras roubam a verdade', reage Temer sobre acusações

SÃO PAULO, 12 SET (ANSA) - O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (12) que "facínoras roubam do país a verdade" e que "bandidos constroem versões" em busca de imunidade ou perdão de crimes.   


A nota da Secretaria de Comunicação da Presidência foi divulgada um dia após à conclusão de um inquérito da Polícia Federal (PF) que aponta indícios de que Temer (PMDB) tinha o comando de uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB da Câmara.   


Logo depois de o comunicado ter sido divulgado, o mandatário participou de uma reunião no Planalto com empresários e líderes sindicais. Durante seu discurso, Temer não falou sobre a nota e nem mencionou o resultado das investigações da PF.   


Segundo o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Temer se usava de terceiros para executar tarefas e teria recebido pelo menos R$31,5 milhões. O parecer poderá servir de base para a nova denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.   


O inquérito cita os ministros e auxiliares do presidente como Moreira Franco e Eliseu Padilha, os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.   


Além disso, entre os depoimentos analisados pela PF, para elaborar o relatório final do inquérito, estão o do corretor de valores e delator Lúcio Bolonha Funaro, suspeito de ser operador de políticos do PMDB. De acordo com o comunicado oficial do Palácio do Planalto, o "Estado Democrático de Direito" serve para preservar a integridade do cidadão e coibir "barbárie da punição sem provas". Contudo, segundo o comunicado, o "Brasil vem assistindo exatamente o contrário".   


"Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões por ouvir dizer a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmoque parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas", ressalta a nota.   


O comunicado ainda critica a criminalização de ações que eram legais, como o financiamento empresarial das campanhas políticas. "Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos.   


Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral.   


Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais", afirma o texto.   


Evento com setor da indústria e centrais sindicais De acordo com o presidente Michel Temer, a cerimônia entre representantes do setor da indústria e centrais sindicais, além de ministros, servirá para discutir pautas de interesse entre os setores, como a reforma da Previdência e a Medida Provisória prometida pelo governo para alterar pontos da reforma trabalhista. (ANSA)
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