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Twitter desativa mais de 200 contas ligadas a Rússia

29/09/2017 10h06

MOSCOU, 29 SET (ANSA) - O Twitter anunciou a suspensão de mais de 200 contas ligadas a empresas ou organizações russas, como a emissora de televisão Russia Today, suspeitas de terem influenciado as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016. O Twitter informou ao Comitê de Inteligência do Congresso dos EUA que suspendeu 201 contas. Uma delas, a "RT", ligada ao Kremlin, gastou US$ 274 mil em anúncios de conteúdo político no ano passado. A notícia chega dias após o Facebook ter descoberto centenas de páginas e perfis falsos ligados a empresas russas que gastaram mais de US$100 mil em anúncios que citavam os candidatos à Casa Branca, Hillary Clinton e Donald Trump.   

De acordo com o Twitter, algumas contas suspensas pertenciam aos mesmos perfis encerrados pelo Facebook. "Das aproximadamente 450 contas que o Facebook compartilhou recentemente como parte da sua revisão, concluímos que 22 tinham contas correspondentes no Twitter. Todas essas contas identificadas já tinham sido imediatamente suspensas do Twitter por infringir nossas regras, a maioria por violar nossas proibições contra o spam", explicou o microblog em seu site oficial. "Além disso, a partir dessas contas, encontramos outras 179 relacionadas ou vinculadas, e tomamos medidas". O Comitê de Inteligência do Congresso dos EUA investiga a suposta interferência da Rússia nas eleições de 2016, além da possível coordenação de membros do governo de Moscou com a equipe de campanha de Trump.   

O foco é justamente o papel do Facebook e do Twitter na difusão de notícias falsas, desinformação ou de propaganda política em campanhas patrocinadas por fanpages.   

Para o vice-presidente da Comissão no Senado, o democrata Marke Warner, a resposta do Twitter "foi inadequada, em todos os níveis". "Mostra uma enorme carência de compreensão da parte da equipe do Twitter do quanto esse problema é sério, como ameaça as instituições democráticas", acusou. A rede social vinha sendo criticada há meses por uma falta de postura e mecanismo em combater conteúdos de "desinformação".   

(ANSA)
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