Catalunha ganhou direito de ser independente, diz líder

BARCELONA, 01 OUT (ANSA) - As primeiras projeções baseadas na apuração do plebiscito sobre a independência da Catalunha indicam que o "sim" venceu com 87% dos votos, enquanto o "não" obteve 9%. Outros 3% das cédulas estavam em branco, e 1%, nulas.   

Os dados se baseiam em 200 cédulas de 50 colégios eleitorais e foram divulgados pelo jornal catalão "El Periódico". Pouco depois, o presidente da comunidade autônoma, Carles Puigdemont, discursou e disse que os cidadãos da Catalunha conquistaram o direito a "ter um Estado independente".   

O líder levará os resultados ao Parlamento da região, que preparará sua declaração de independência. "Os cidadãos da Catalunha ganharam o direito a ter um Estado independente que se constitua em forma de república. Em consequência, o governo levará nos próximos dias ao Parlamento, sede e expressão da soberania de nosso povo, os resultados do dia de hoje para que atue de acordo com a lei do plebiscito", disse.   

Pela legislação aprovada pelo poder Legislativo catalão, o próximo passo é escrever a declaração de independência da Catalunha em relação à Espanha, que continua defendendo a inconstitucionalidade da votação, convocada à revelia de Madri.   

Puigdemont também lançou um apelo para a Europa "parar de ignorar" a crise catalã e as "violações dos direitos humanos" que ele atribui às forças de segurança enviadas pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy. Agentes da Guarda Civil e da Polícia Nacional invadiram colégios eleitorais para impedir a consulta popular e entraram em confronto com cidadãos, deixando um saldo de mais de 800 feridos, segundo o governo regional.   

"A UE não pode continuar olhando para o outro lado. Conquistamos o direito de ser respeitados na Europa", disse, acrescentando que o "Estado espanhol escreveu hoje uma página vergonhosa de sua história".   

Outro lado - Por sua vez, Rajoy, em um pronunciamento televisivo após o fechamento das urnas, declarou que está "muito claro" que "não houve qualquer plebiscito". "Nosso Estado de Direito mantém sua força e permanece em vigor, reagindo frente a quem quer subvertê-lo", salientou.   

Segundo o primeiro-ministro, a votação foi uma "chantagem de poucos" e a maioria do povo catalão "não participou do teatro dos independentistas". "Hoje constatamos a força da democracia espanhola", acrescentou. (ANSA)
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