Acusadas pela morte de Kim Jong-nam se declaram inocentes

PEQUIM, 2 OUT (ANSA) - Após oito meses da morte do irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-nam, as duas principais suspeitas do assassinato foram a julgamento nesta segunda-feira (2) na Malásia e se declararam inocentes.   

A indonésia Siti Aisyah, de 25 anos, e a vietnamita Doan Thi Huong, de 29, são as únicas detidas pelo ataque e envenenamento de Jong-nam, em 13 de fevereiro, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur.   

Caso sejam consideradas culpadas, as mulheres podem receber a pena de morte por enforcamento. Elas foram ouvidas pela primeira vez no tribunal na cidade de Shah Alam, localizada a 25 quilômetros a sudoeste da capital malaia.   

No julgamento, o médico que atendeu Kim Jong-nam no aeroporto, poucos minutos depois do ataque, também forneceu detalhes sobre os últimos instantes do norte-coreano, dizendo que ao atendê-lo, a vítima estava com pressão sanguínea bastante alta, com o pulso acelerado e apresentando sintomas de convulsão.   

A fase inicial do julgamento deverá durar em torno de dois meses até que a justiça decida se há argumentos para que os advogados das mulheres possam elaborar suas defesas. Ao todo, cerca de 153 testemunhas serão convocadas para depor.   

O meio-irmão de Kim Jong-un era fruto da relação entre seu pai, Kim Jong-il (1941-2011), e uma atriz. Ele chegou a ser considerado o possível sucessor do "querido líder", mas nunca demonstrou interesse pela política e caiu em desgraça em 2001, ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso. Kim Jong-nam estava escondido na Malásia desde a execução do seu tio Jan Song-thaek, em 2014. Sua morte ocorreu no dia 13 de fevereiro deste ano.   

Na ocasião, as duas mulheres foram detidas depois que atacaram Jong-nam com um agente XV, considerado uma arma química pelas Nações Unidas.   

As mulheres afirmam que foram recrutadas por um homem - suspeito de ser um agente da Coreia do Norte - para "estrelarem" uma espécie de pegadinha para um show de televisão com câmeras escondidas.   

De acordo com o depoimento da jovem indonésia, o crime foi pago com US$ 90. As duas mulheres são as únicas acusadas pela morte de Jong-nam. A polícia malaia afirma que quatro norte-coreanos suspeitos de envolvimento no assassinato deixaram o país no dia do ataque. Já outros três que estavam na embaixada tiveram a saída do país permitida após as autoridades entrarem em acordo com Pyongyang.   

Segundo a agência de Inteligência da Coreia do Sul, o assassinato do irmão do ditador Kim Jong-un seria parte de complô de cinco anos organizado pelo líder norte-coreano para eliminar o próprio irmão.   

Por sua vez, na época, a Coreia do Norte tentou impedir a Malásia de conduzir uma autópsia insistindo para que o corpo fosse entregue ao país. Pyonyang sustenta que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusa as autoridades malaias de conspiração. (ANSA)
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