Tiroteio mata 59 e fere mais de 500 em Las Vegas

LAS VEGAS, 02 OUT (ANSA) - Ao menos 59 pessoas morreram e 527 ficaram feridas em um tiroteio em Las Vegas, nos Estados Unidos, na madrugada desta segunda-feira (2).   

Um homem abriu fogo contra o público de um show de música country que ocorria perto do cassino Mandalay Bay. Apesar de a polícia ter descartado a hipótese de um atentado terrorista, o grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque e informou que o autor tinha se "convertido ao Islã alguns meses antes".   

O atirador estava no 32º andar do cassino quando começou a disparar, por volta das 22h08 locais. O concerto musical, chamado "Route 91 Harvest Festival", ocorria do lado de fora do hotel e era assistido por cerca de 22 mil pessoas.   

No momento do ataque, o cantor Jason Aldean se apresentava no palco. "Foi horrível, muito pior do que qualquer pesadelo", relatou o artista, que continuou cantando por 45 segundos depois dos primeiros disparos. "Escutamos diversos tiros de arma automática", disseram testemunhas, que primeiramente, pensaram que se tratavam de fogos de artifício. O atirador é um homem branco de 64 anos, identificado como Stephen Craig Paddock, originário da cidade de Mesquite, em Nevada. O xerife Joe Lombardo informou que foram encontradas 17 armas dentro do quarto de Paddock no Mandalay Bay, sendo que pelo menos duas estavam sobre tripés na janela.   

Além disso, em sua casa foram encontradas outras 18 armas e "milhares de munições", segundo a polícia. No carro do atirador, estacionado no cassino, havia nitrato de amônio, um composto químico comum em fertilizantes e utilizado para produzir alguns explosivos. Paddock cometeu suicídio quando os agentes de segurança chegaram, e a principal hipótese é de que ele tenha agido sozinho. Mesmo assim, a polícia deteve uma mulher de 62 anos, Mary Lou Danley, apontada como esposa do atirador, para prestar depoimento e tentar esclarecer o caso.   

O irmão do agressor, Eric Paddock, disse que ele era "normal" e não tinha "nenhuma filiação política ou religiosa". "Ele não dava indicações de que poderia fazer algo desse tipo", comentou, em entrevista à imprensa local. Eric vive em Orlando e confessou que não manteve contato recente com o irmão.   

Reivindicação - Por meio de sua agência de notícias, a "Amaq", o Estado Islâmico reivindicou o ato, definiu o atirador como um "soldado" e informou que ele se convertera ao Islã recentemente.   

Ainda não há provas sobre isso, e as autoridades creem que o EI esteja apenas desesperado por ganhar projeção em novos ataques.   

Em pronunciamento à imprensa, um agente do FBI disse que até o momento não foi encontrado nenhum indício de ligação com o terrorismo internacional.   

Algumas horas depois da reivindicação da "Amaq" e das declarações das autoridades dos EUA, o Estado Islâmico voltou a se pronunciar, desta vez por meio de um comunicado oficial, no qual identifica Paddock como "Abu Abd Abdulbar al-Ameriki".   

No entanto, segundo Rita Katz, diretora do portal de contraterrorismo SITE, o grupo continua sem oferecer nenhuma prova de sua ligação com o ataque em Las Vegas, mas afirma que ele foi "incitado" por seu líder, o "califa" Abu Bakr al-Baghdadi.   

Recentemente, o EI divulgou o primeiro pronunciamento do terrorista desde novembro do ano passado, no qual ele insta seus seguidores a cometerem atentados nos Estados Unidos e na Europa.   

O hotel está localizado na Las Vegas Strip e tem 39 andares, sendo que os últimos cinco são usados pelo Hotel Four Seasons. O Mandalay Bay está conectado com os hotéis Excalibur e Luxor por meio de um pequeno monotrilho. Toda a região do cassino foi interditada pela polícia.   

O presidente Donald Trump usou o Twitter para expressar suas condolências e definir o tiroteio como "terrível". O ataque é o mais sangrento já ocorrido com arma de fogo nos EUA. O maior até então tinha acontecido em 2016, na boate gay "Pulse", de Orlando, com 49 mortos. (ANSA)
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