Atirador de Las Vegas tinha 42 armas e material explosivo

NOVA YORK, 3 OUT (ANSA) - A polícia de Las Vegas ainda busca pistas sobre os motivos que levaram o contador aposentado Stephen Paddock, de 64 anos, a cometer o maior massacre com arma de fogo da história dos Estados Unidos, o qual deixou 59 mortos e mais de 500 feridos. No entanto, as autoridades encontram cada vez mais evidências de que o ataque fora cuidadosamente planejado e que o atirador mantinha um verdadeiro arsenal. Ao todo, os investigadores encontraram 42 armas de fogo, entre pistolas e fuzis, na casa de Paddock e em seu quarto no 32º andar do resort Mandalay Bay Casino, de onde o americano abriu fogo contra o público do festival de música country "Route 91 Harvest". Somente no quarto do hotel, tinham 23 armas. Já no carro do atirador, a polícia encontrou nitrato de amônio, um composto químico utilizado para produzir bombas e explosivos.   

Sem antecedentes criminais nem infrações de trânsito, a polícia tenta descobrir o que levou Paddock a cometer o ataque na noite do último domingo (1). Tudo leva a crer que ele agiu sozinho, como um "lobo solitário".   

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, alegando que o americano se convertera recentemente ao Islã, mas o FBI negou que haja alguma relação entre a organização terrorista e o tiroteio em Las Vegas. A família de Paddock alega que ele não tinha tendência extremista religiosa nem política. O que se sabe é que o homem era um jogador de cassino, amante do pôquer, motivo pelo qual deixou a Florida e se mudou para Nevada. Ele morava em um condomínio para aposentados em Mesquite, a cerca de 130 quilômetros de Las Vegas, com sua namorada Marilou Danley, que está fora do país e vai prestar depoimento à polícia para tentar esclarecer o caso. O único registro mais sombrio na vida de Paddock se refere ao seu pai, Patrick Benjamin Paddock, que fora ladrão e banco e já teve seu nome na lista dos 10 bandidos mais procurados dos EUA.   

Mas seu irmão, Eric, contou que Stephen nunca se relacionou com o pai.   

O atirador também já trabalhou - entre 1985 e 1988 - na empresa que hoje leva o nome de Lockheed Martin, fabricante de produtos aeroespaciais e itens militares. (ANSA)
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