Separatistas denunciam irregularidades em eleições na Sicília

PALERMO, 05 OUT (ANSA) - Marcadas para o dia 5 de novembro, as eleições regionais da Sicília, quando serão escolhidos o próximo governador e os membros da assembleia legislativa da ilha, já são motivo de confusão na Itália.   

Nesta quinta-feira (5), os escritórios eleitorais começaram a receber os registros das candidaturas, etapa que terminará às 16h desta sexta (6), mas um partido independentista, o Sicilianos Livres, denunciou irregularidades nos formulários de inscrição.   

Segundo o líder do movimento, Massimo Costa, o documento ignora a chamada "Lei Severino", que prevê a inelegibilidade e cassação de políticos condenados pela Justiça - foi com base nessa lei que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi perdeu seu mandato de senador em 2013.   

Nos módulos fornecidos pelo escritório eleitoral regional, os itens sobre inelegibilidade não mencionam a "Severino", mas sim uma norma de 1990 revogada anos mais tarde. O temor dos separatistas é de que isso sirva para beneficiar alguns candidatos que estariam impedidos de disputar as eleições.   

A lei de 1990 não inclui como causa de inelegibilidade alguns crimes contemplados pela "Severino", como instigação à corrupção, abuso de poder, revelação de segredos de Estado, tráfico de influência e subtração de bens submetidos a sequestro judicial.   

"Mais uma vez, os partidos italianos não se mostram capazes de gerir nem mesmo uma coisa ordinária, atirando a Sicília no caos administrativo e político", acusou o líder do Sicilianos Livres.   

Por sua vez, o escritório eleitoral da região disse que os formulários de registro de candidaturas estão de acordo com uma lei local de 1951 e não serão alterados. "Estamos na Sicília, então aplicaremos nossa norma", declarou o órgão, mas ressaltando que as regras da Lei Severino também valerão para as eleições na ilha, ainda que não estejam citadas nas fichas de inscrição.   

Atualmente, a Sicília é governada por Rosario Crocetta, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), mas as pesquisas são lideradas pelo ultraconservador Sebastiano Musumeci e pelo populista Giancarlo Cancelleri, do Movimento 5 Estrelas (M5S).   

(ANSA)
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