Entenda a tragédia em creche de MG que chocou Brasil

SÃO PAULO, 6 OUT (ANSA) - Um incêndio provocado intencionalmente pelo segurança de uma creche em Minas Gerais, deixando pelo menos sete mortos, entre eles cinco crianças, uma professora e o autor da tragédia, além de 43 feridos, causou comoção mundial.   


As pessoas foram atingidas por chamas no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, no município de Janaúba, no norte de Minas Gerais na última quinta-feira (5).   


O incêndio foi provocado pelo segurança da escola, identificado como Damião Soares dos Santos, de 50 anos. Ele morreu no hospital após atear fogo no próprio corpo. A Polícia Civil local abriu um inquérito para investigar o caso.   


Santos incendiou a instituição quando cerca de 50 alunos e professores estavam no horário do intervalo, por volta das 9h40.   


De acordo com o Corpo de Bombeiros, o vigia jogou material inflamável sobre os alunos e provocou as chamas. Oito viaturas e dois helicópteros foram acionados no local para prestar socorro.   


As partes dos corpos atingidas varia de vítima para vítima, mas a maioria está em estado grave. Entre as pessoas que morreram estão cinco crianças de 4 anos e a professor Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, que tentou enfrentar Santos e impedir que o segurança jogasse álcool e, depois, dogo nas crianças, segundo relatos.   


Os nomes das crianças que morreram no incêndio são: Juan Pablo Cruz dos Santos, Luiz Davi Carlos Rodrigues, Ruan Miguel Soares Silva e Ana Clara Ferreira Silva.   


As crianças feridas têm entre três e seis anos. A maioria delas sofreu queimaduras, mas há outras que estão sendo atendidas devido à inalação de fumaça. Todos os afetados estão sendo atendidos nos hospitais de Janaúba, Belo Horizonte e na Santa Casa de Montes Claros. De acordo com o delegado da polícia local, Bruno Barbosa Fernandes, Santos premeditou o crime, porque, segundo relatos de familiares, ele desejava se matar.   


O crime ocorreu na mesma data em que a morte do pai do segurança completaria três anos, informaram as autoridades. Além disso, a polícia apurou que Santos tinha problemas mentais e era obcecado por crianças.   


Segundo relatório do Centro de Apoio Psicossocial (Caps), o autor do ataque estava em tratamento psiquiátrico desde 2014.   


Ele sofria de muitas "manias de perseguição".   


Durante uma operação na casa de Santos, a polícia encontrou vários galões com álcool. O segurança trabalhava no período noturno na unidade desde 2008. O caso ganhou repercussão na imprensa internacional e estampou as capas dos principais jornais do mundo como o britânico "BBC", o norte-americano "The New York Times, entre outros. (ANSA)
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