Polícia da Dinamarca encontra cabeça de jornalista sueca

COPENHAGUE, 7 OUT (ANSA) - A polícia da Dinamarca informou neste sábado (7) que encontrou na baía de Koge, ao sul de Copenhague, a cabeça e as pernas da jornalista sueca Kim Wall, desaparecida desde o dia 10 de agosto, quando entrevistava o inventor dinamarquês Peter Madsen, em seu submarino.   

De acordo com as autoridades, as partes do corpo de Kim, assim como suas roupas, estavam em sacos plásticos. Além disso, também foram localizadas "pesadas peças de metal", usadas para fazer os sacos afundarem, e uma faca.   

O inspetor Jens Moller Jensen ainda afirmou que não foram encontrados "qualquer sinal de fratura no crânio nem qualquer outro sinal de violência brutal no crânio".   

A morte da jornalista chocou os moradores da Dinamarca após as autoridades revelarem que um corpo encontrado em partes em uma praia do país pertencia à repórter.   

No dia 22 de agosto, um ciclista encontrou um torso humano na ilha de Amager, ao sul de Copenhagen, e denunciou às autoridades. Um teste de DNA confirmou que os restos mortais pertenciam à jornalista.   

Segundo os dados da autópsia, os membros e a cabeça foram "deliberadamente" retirados do torso.   

Wall, 30 anos, era uma jornalista sueca que atuava de maneira independente e que já cobriu conflitos em diversos países, como Uganda e Coreia do Norte, para diversos jornais internacionais.   

No dia 10 de agosto, ela foi fazer uma pauta com Madsen, 46 anos, e teria embarcado no submarino criado por ele.   

Como não enviou mais notícias, no dia seguinte, o companheiro e os familiares da repórter freelancer denunciaram o desaparecimento de Wall. Com as buscas em andamento, os agentes resgataram Madsen do mar de Oresund, entre a Dinamarca e a Suécia. O homem foi preso pela polícia local sob a acusação de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, mas nega as acusações. No entanto, ele apresentou duas versões diferentes sobre o caso.   

No primeiro, ele afirmou que a jornalista deixou o submarino por vontade própria. Depois, afirmou que ela morreu em um "incidente" na embarcação e que ele lançou o corpo dela no mar já sem vida.   

Os investigadores acreditam ainda que Madsen provocou o naufrágio no submarino, já que quando o equipamento foi resgatado do mar ele estava totalmente vazio. (ANSA)
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