Após prisão, Nuzman pede afastamento da presidência do COB

SÃO PAULO, 8 OUT (ANSA) - Após ser preso provisoriamente na última quinta-feira (5), o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, pediu o afastamento do cargo. Ele é acusado de envolvimento em um suposto esquema de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.   


O pedido foi confirmado na tarde deste sábado(7) pelo COB, em nota no site da entidade, e também pela assessoria de imprensa da defesa de Nuzman. No entanto, o comunicado ainda será analisado em reunião extraordinária marcada para a próxima quarta-feira (11), às 14h30, no Rio de Janeiro.   


Segundo o documento, Nuzman afirma que as investigações não podem afetar o "esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas". Ele ainda diz que todas as acusações contra ele são injustas e que defenderá sua honra provando sua inocência.   


"Para exercer em sua plenitude o meu direito de defesa, até agora violado, afasto-me, a partir desta data, dos cargos de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e de membro nato da Assembleia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. Afasto-me, também, do cargo de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016", diz a carta.   


Nuzman também acrescentou que irá continuar afastado do cargo "pelo tempo que se fizer necessário". Na última sexta-feira (6), o Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu ele e o COB provisoriamente de suas atividades junto à entidade. No dia 5 de outubro, a Polícia Federal (PF) prendeu Nuzman no desdobramento da operação batizada "Unfair Play", uma menção a "jogo sujo". O pedido de prisão foi decretado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Ele será indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.   


Nuzman é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016. A decisão foi tomada porque houve uma tentativa de ocultação de bens no último mês, depois que a polícia cumpriu um mandado de busca na casa do presidente do COB. (ANSA)
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