Brasil é 'estimulante', diz músico italiano Paolo Fresu

SÃO PAULO,09 OUT (ANSA) - A cidade de São Paulo recebe nesta segunda-feira (9) um dos maiores nomes do jazz contemporâneo em todo o planeta, o trompetista italiano Paolo Fresu, 56 anos, que faz uma apresentação única ao lado do compatriota Daniele di Bonaventura e do brasileiro Jaques Morelenbaum.   


Fã de música brasileira, Fresu é presença frequente no país, o qual considera "estimulante", e já passou por lugares como a própria capital paulista, Rio de Janeiro, Bahia e a Floresta Amazônica, tanto a trabalho quanto a lazer. "Não se pode abrir mão da música brasileira e de seus autores", declarou o trompetista, em entrevista à ANSA.   


Seu concerto acontecerá às 20h desta segunda, na Sala Paschoal Carlos Magno, no Teatro Sérgio Cardoso, bairro da Bela Vista.   


Confira abaixo a conversa com Fresu: ANSA: O que você espera de seu concerto em São Paulo? Fresu: Esperamos um público caloroso, uma vez que nossa música sabe muito de Itália e de Mediterrâneo, mas também de latinidade. Uma cor e uma cultura que amamos muito e que se metabolizam em nossa música.   


ANSA: Quantas vezes você já esteve no Brasil? Fresu: Já toquei no Brasil outras vezes no passado. Também estive em São Paulo com um projeto sardo chamado "Sonos 'e Memoria", muitos anos atrás, e também no Rio, além de já ter visitado a Bahia e a Floresta Amazônica. Também toquei em São Paulo com meu Quinteto Histórico. É um país extremamente estimulante e que amo muito, onde a música tem um sentido muito importante para a sociedade.   


ANSA: O concerto terá a participação de Jaques Morelenbaum, um dos mais célebres violoncelistas do Brasil. Há quanto tempo vocês já trabalham juntos? Fresu: Jaques é um dos grandes músicos do mundo, que atravessou toda a grande música brasileira. Pessoalmente, colaboro com ele há alguns anos no seio de um projeto ao lado do pianista cubano Omar Sosa. E, no ano passado, fizemos uma longa turnê italiana com as músicas do CD "Eros". Também tive a honra de tocar com ele no prestigioso Teatro Petruzzelli, em Bari [o quarto maior da Itália], e de tê-lo recebido com seu projeto de samba e sua esposa, Paula, em meu festival de jazz na Sardenha.   


ANSA: Após todas essas passagens pelo Brasil e trabalhos com artistas daqui, o que você conhece da música brasileira? Fresu: Conhecemos os grandes músicos, mas também acompanhamos o novo cenário dos jovens. Diversos anos atrás, produzi um disco para Ornella Vanoni que tinha várias faixas de Carlinhos Brown e outros. Não se pode abrir mão da música brasileira e de seus autores. (ANSA)
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