Opositor Raila Odinga retira candidatura às eleições do Quênia

CAIRO, 10 OUT (ANSA) - O opositor queniano Raila Odinga anunciou nesta terça-feira (10) a retirada da sua candidatura às eleições presidenciais de 26 de outubro, organizada após a anulação da reeleição do presidente Uhuru Kenyatta.   

"Tendo em conta os interesses do povo do Quênia, da região e do mundo, pensamos que o interesse de todos será melhor servido com o abandono da candidatura presidencial às eleições previstas para 26 de outubro de 2017", declarou Odinga em uma coletiva de imprensa em Nairobi.   

"Tudo indica que a eleição prevista para 26 de outubro será pior que a anterior", adiantou, estimando que a sua retirada implica que o escrutínio deva ser "cancelado" e que um novo processo eleitoral seja organizado numa data posterior.   

Por sua vez, Kenyatta afirmou hoje que "as eleições seguirão adiante conforme estava planejado" apesar da renúncia de seu rival, que alegou que sua proposta de reforma da Comissão Eleitoral não foi atendida.   

As eleições presidenciais do Quênia, inicialmente previstas para 17 de outubro, foram adiadas para 26 de outubro, após a Corte Suprema do país anular a votação ocorrida em agosto, informou a Comissão Eleitoral (IEBC).   

No dia 1 de setembro, as eleições as quais elegeram para um novo mandato o atual líder do país, Uhuru Kenyatta, foram canceladas por "não acontecerem de acordo com a Constituição", informou o líder da Corte, o juiz David Maraga.   

Na ocasião, Maraga ressaltou que Kenyatta "não fora eleito e declarado presidente de maneira válida". O tribunal ainda citou irregularidades no processo e na transmissão dos resultados e determinou que outro pleito fosse realizado em até 60 dias.   

A decisão foi comemorada pela oposição, já que foi a primeira vez que uma votação presidencial foi invalidada na África.   

Com 55 anos de idade, Kenyatta está no cargo desde 2013. A IEBC tinha declarado sua vitória nas eleições de 8 de agosto com 54% dos votos, contra 44% de seu opositor Raila Odinga, que tem 72 anos.   

Após o resultado das eleições serem divulgados, declarando o Kenyatta como vitorioso no pleito, o Quênia registrou dois dias de protestos e violência. Na ocasião, ao menos 21 pessoas morreram. (ANSA)
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