Após prisão, Nuzman renuncia à presidência do COB

SÃO PAULO, 11 OUT (ANSA) - Afastado da presidêndia do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman renunciou ao cargo nesta quarta-feira (11), por meio de uma carta apresentada pelos seus advogados, após ficar 22 anos à frente da entidade.   


A carta de renúncia foi lida durante a Assembleia Geral Extraordinária na sede do COB, no Rio de Janeiro. O cartola estava em seu sexto mandato, que encerraria em 2020. "Venho, pela presente, reiterar os termos de minha correspondência, datada de 6 de outubro de 2017, em especial a minha completa exoneração de qualquqer responsabilidade pelos atos a mim injustamente imputados, os quais serão devidamente combatidos pelos meios legais adequados", diz o documento.   


Durante a leitura do texto, estavam presentes os presidentes Ronaldo Bittencourt (hipismo), Marco La Porta (triatlo), Alberto Maciel (taekwondo), Ricardo Machado (esgrima), Matheus Figueiredo (desportos no gelo) e Silvio Acácio Borges (judô), além do ex-vice Paulo Wanderley, que agora assume definitivamente a presidência da entidade até o fim do mandato.   


Após ser preso provisoriamente na última quinta-feira (5), Nuzman já havia pedido o afastamento do cargo. Ele é acusado de envolvimento em um suposto esquema de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.   


Nuzman afirma que as investigações não podem afetar o "esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas". Ele ainda diz que todas as acusações contra ele são injustas e que defenderá sua honra provando sua inocência.   


Na última sexta-feira (6), o Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu ele e o COB provisoriamente de suas atividades junto à entidade. No dia 5 de outubro, a Polícia Federal (PF) prendeu Nuzman no desdobramento da operação batizada "Unfair Play", uma menção a "jogo sujo". O pedido de prisão foi decretado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Ele será indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.(ANSA)
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