Itália é um país 'arrogante', diz Battisti

SÃO PAULO, 13 OUT (ANSA) - O italiano Cesare Battisti, que corre o risco de ser extraditado pelo governo brasileiro, afirmou que sua arma para se defender "não é fugir".   

A declaração foi dada em entrevista ao jornal "Folha de S.   

Paulo", durante a qual ele também disse estar sendo vítima de uma "monstruosidade". Garantindo estar "do lado da razão", Battisti ainda voltou a denunciar uma "armação" em sua prisão em Corumbá (MS).   

"Minha arma para me defender não é fugir. Estou do lado da razão, tenho tudo a meu lado. [...] Eles querem argumentar que surgiu fato novo. Fato novo seria a evasão de divisas em Corumbá? Foi forjado, e eu vou ganhar esse processo. Como se faz com um país que me acolhe, me permite desenvolver família, afetos, profissão, e depois diz que 'acabou, agora vai embora'? Que monstruosidade é essa?", questionou.   

Além disso, Battisti falou que a Itália é um país "arrogante".   

"Eles estão acreditando que é uma tarefa fácil para eles [me levar]. O orgulho, a vaidade", salientou, acusando a nação europeia de criar "um monstro".   

"Eu aproveitava cada entrevista para denunciar o que estava acontecendo na Itália. Pessoas presas e desaparecidas, mortas pela polícia, suicídios que eram suspeitos, a máfia no poder. Eu estava incomodando. Daí eles criaram um monstro, começaram a espalhar mentiras. Misturaram isso com uma coisa séria, que foi minha participação na luta armada, que eu não nego", disse ele, que também negou envolvimento em qualquer assassinato. (ANSA)
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