Trump mantém acordo com Irã, mas nega 'certificação'

WASHINGTON, 13 OUT (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) que não certificará o respeito do Irã ao acordo nuclear assinado em 2015, mas, ao contrário do que se esperava, não rompeu o tratado.   

O pronunciamento do magnata republicano sobre o tema era aguardado desde a semana passada, quando ele acusou Teerã de não cumprir com os termos do pacto e de perseguir o desenvolvimento de bombas nucleares.   

"Não podemos efetuar essa certificação e não o faremos", declarou Trump, acrescentando que deu instruções a seu governo para trabalhar com o Congresso em maneiras de fazer com que "o regime iraniano não ameace o mundo com armas nucleares". "O Irã está sob controle de um regime fanático", disse.   

Trump também acusou o governo do país persa de usar o acordo como "âncora de salvação" e reiterou que o tratado, uma bandeira de seu antecessor, Barack Obama, é "uma das piores e mais desequilibradas transações que os Estados Unidos já fizeram". O presidente ainda ameaçou cancelar o tratado se a Casa Branca não conseguir chegar a um ponto em comum com o Congresso sobre um novo compromisso com o Irã.   

Em seu pronunciamento, o republicano pediu a aplicação de sanções contra o Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica, divisão das Forças Armadas acusada por Washington de apoiar grupos "terroristas" no Oriente Médio.   

O acordo nuclear foi assinado em 2015, fruto de um compromisso entre Irã, as potências do 5+1 (EUA, França, Alemanha, China, Rússia e Reino Unido) e a União Europeia, mas entrou em vigor apenas em janeiro do ano seguinte.   

O tratado prevê a eliminação dos bloqueios impostos à economia iraniana nos últimos anos. Em troca, o país persa se comprometeu a limitar suas atividades atômicas, incluindo a interrupção do enriquecimento de urânio na usina de Fordow e a redução de suas centrífugas, que passarão de 19 mil para 6,1 mil em 10 anos.   

Além disso, Teerã aceitou permitir a realização de inspeções periódicas por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) em suas instalações. "O Irã continuará a respeitar as próprias obrigações até que as contrapartes não tenham violado o acordo. Me parece que os Estados Unidos deram certos passos que, no fim das contas, provocarão desordem no cenário internacional", declarou o presidente do Parlamento do país, Ali Larijani. (ANSA)
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