Presidente do BC defende reformas para manter juros baixos

SÃO PAULO, 16 OUT (ANSA) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou nesta segunda-feira (16) de um encontro com empresas italianas em São Paulo e defendeu a aprovação da reforma da Previdência para que os juros e a inflação permaneçam em patamares baixos.   


Segundo ele, a economia brasileira está começando a se recuperar e o cenário global está em uma fase "benigna". "É o momento de fazer as reformas e os ajustes, de consertar o teto no momento em que não tem chuva. Temos que insistir na reforma da Previdência, que é aquela que vai colocar as contas públicas em ordem", disse.   


De acordo com o presidente do Banco Central, a inflação voltou a cair porque há mais otimismo em relação à economia do país. "Não basta haver queda das vendas e receitas [para a inflação diminuir]. Se não há perspectiva para frente, o mecanismo de defesa continua", acrescentou.   


O evento foi organizado pela Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura (Italcam), em conjunto com a Embaixada da Itália no Brasil. "Saímos encorajados sobre as perspectivas da economia brasileira, na qual acreditamos há tempos", declarou o cônsul-geral do país europeu em São Paulo, Michele Pala.   


"Acreditamos que o potencial para a presença de empresas italianas aqui ainda é muito grande. Já temos muitas, mas queremos crescer ainda mais", reforçou, acrescentando que as companhias da Itália parecem mais otimistas em relação ao Brasil, principalmente as que já operam aqui.   


"Mas nossa missão é trazer ainda mais [empresas] da Itália.   


Queremos propagar uma imagem que vá além do lugar comum inclusive na Itália", afirmou. Já o vice-presidente da Italcam, Graziano Messana, disse que o encontro foi importante para "criar laços" e um canal de comunicação "com uma pessoa que está fazendo a história do Brasil".   


"As empresas italianas estão menos preocupadas [com o futuro do Brasil]. O fato de a inflação estar caindo, que é um legado do presidente do Banco Central, está deixando as empresas que estão pretendendo investir - e vão continuar investindo - mais tranquilas", declarou. (ANSA)
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