Descubra os tesouros no mar da era do imperador Augusto

ROMA, 02 NOV (ANSA) - Por Martino Iannone e Lara Gallina - Submersa nas águas que banham a região da Campânia, no sul da Itália, há um tesouro de histórias, que, na maioria das vezes, estão escondidas da visão do homem. O mar preserva diversas estruturas do esplendor da era do imperador Augusto (27 a.C - 14 d.C), como vilas romanas, estátuas e pesqueiros.   


- Mergulho no azul da Roma submersa de Augusto: Existe um extraordinário patrimônio histórico e arqueológico, que, no entanto, está submerso no mar da Campânia, em particular, nas áreas protegidas pela Marinha italiana. Nestes locais, o turismo subaquático continua sendo uma das atividades relacionadas ao turismo sustentável com maior atratividade na região.   


Nas seis áreas que são protegidas pela Marinha italiana operam cerca de 20 centros de mergulho que transportam mais de seis mil pessoas por ano, um grande número de apaixonados por mergulho que nadam pelas águas da região.   


Além disso, as características daqueles que curtem esta atividade são uma alta sensibilidade ambiental e cultural, disponibilidade em finais de semana (já que as atividades de mergulho são realizadas na maioria das vezes nos finais de semanas e fora dos horários de pico), e por fim, um importante conhecimento sobre os equipamentos de mergulho e sua restauração.   


- No mar entre a beleza, história e trabalho: Punta Tresino, em Agropoli, se localiza no limite sul da área em torno da cidade de Paestum, uma das mais bem preservadas ruínas gregas do mundo e que está localizada na Itália. Em diversas ocasiões, a cidade entrou em controvérsia com a vizinha Vélia, mas mesmo assim, ambas eram aliadas leais de Roma, fornecendo homens e navios durante as guerras púnicas (146 a.C - 264 a.C) entre Roma e Cartago.   


No mar, ao longo da costa entre Agropoli e Punta Tresino, muitos mergulhadores locais realizaram inúmeras descobertas nas águas.   


No entanto, como não tinham documentações topográficas adequadas, muitas não foram cadastradas.   


Este trecho da costa de Cilento foi principalmente ligada a possibilidade de oferecer abrigo para a baía da Valónia, na Bélgica, além de oferecer fontes de água doce nas proximidades do mar e dois pontos de desembarque durante as navegações entre as costas.   


O incrível deste território é que, em alguns quilômetros, é possível visitar qualquer tipo de monumento ou sítio arqueológico, uma espécie de pequeno manual de arqueologia subaquática. Neste hipotético tour costeiro, é encontrada, a partir da praia de Santa Maria di Castellabate, em Salerno, uma série de impressões semicirculares que comprovam que o local foi explorado anteriormente.   


- A procura de Aenaria: O promontório, frequentado primeiro pelos Micenas e depois pelos gregos - que construíram um templo dedicado a deusa Atena -, passa a partir do século 4 a.C para o domínio dos samnitas. A esse grupo pertence uma famosa inscrição, datada entre os séculos 2 a.C. e 3 a.C, onde é citada a construção de um ponto de desembarque na costa que leva ao santuário dedicado a deusa Minerva.   


O santuário e o culto da deusa perdem importância após a conquista romana, quando este trecho de costa se torna o ponto de embarque para alcançar Capri. Ali ainda seria erguida a residência do imperador Tibério (41 a.C - 37 d.C). O promontório e as ilhotas de "Li Galli" lutaram, segundo os estudiosos, pelo local onde suspostamente seria a residência das sereias Ligeia, Leucósia e Parténope, figuras mitológicas que são metade peixe e metade mulher e que encantavam os marinheiros levando-os para o fundo do mar. O arquipélago de "Li Galli" é geralmente identificado com as "Ilhas Sirenussai" mencionadas pelos autores antigos e, em particular, pelo historiador e filósofo grego Estrabão. Na era romana, o mesmo escritor descreve o golfo de Nápoles como uma cidade única com uma sequência ininterrupta de vilas, de Miseno a Punta Campanella e, neste trecho, há vestígios destas ricas vilas com inúmeros restos de muros, pesqueiros, docas e túneis cavados no penhasco. A articulação dos espaços e a estrutura dessas habitações luxuosas representam um marco na arquitetura romana.   


A partir do estudo da disposição dos ambientes, percebe-se que tudo estava na função de adaptar os espaços para aproveitar a paisagem do local. No trecho da costa de Sorrento, estão preservados os restos da Vila de Agripa Postumo e de uma vila anexa a piscina natural denominada "Banho da Rainha Giovanna".   


Estes são dois exemplos típicos de moradias marinhas, divididos entre um setor residencial e um setor marítimo. Continua...   


(ANSA)
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