EUA faz exercícios de bombardeiros e irrita Coreia do Norte

PEQUIM, 3 NOV (ANSA) - Dois bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos realizaram exercícios sobre a Coreia do Sul, informou a Força Aérea norte-americana nesta sexta-feira (3), aumentando a tensão com Pyongyang.   

O teste acontece poucos dias antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar a Ásia. O magnata chega na região no próximo domingo (5), iniciando sua primeira viagem oficial pela região. Lá, ele visitará o Japão, Coreia do Sul, China, Vietnã e Filipinas.   

Os bombistas B-1B voaram sobre o espaço aéreo, juntamente com as aeronaves sul-coreanos e japonesas, mas a Força Aérea insistiu que a prática fazia parte de operações de rotina e não respondem a nenhum evento em particular.   

"A missão bilateral de presença de bombardeiros contínuos foi planejada antecipadamente e não corresponde a nenhum evento atual", diz a declaração oficial. De acordo com a agência de notícias estatal norte-coreana "KCNA", os exercícios envolvendo os caças foram "um teste de ataque nuclear surpresa".   

"A realidade mostra claramente que os imperialistas dos EUA, semelhantes a gângsteres, são aqueles que estão agravando a situação na Península Coreana e tentando desencadear uma guerra nuclear", disse a KCNA.   

Neste ano, o governo do ditador Kim Jong-un realizou o sexto teste nuclear e uma série de testes de mísseis balísticos, incluindo o lançamento de dois supostos mísseis intercontinentais, capazes de alcançar o território dos Estados Unidos, e dois mísseis de alcance intermediário que sobrevoaram a ilha japonesa de Hokkaido.   

Pyongyang também ameaçou atacar com mísseis a ilha norte-americana de Guam, onde estão localizados os bombardeiros estratégicos do B-1B Lancer do governo de Trump.   

A China, pressionada pelos Estados Unidos para conter sua aliada, enfatizou nesta sexta-feira (3) que está aplicando resoluções da ONU e reiterou sua oposição ao uso da força.   

"No longo prazo, a China vem fazendo esforços incansáveis para resolver apropriadamente a questão nuclear da península e estimular o diálogo e a negociação entre todas as partes", disse o vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Zheng Zeguang, em Pequim.   

Um dos objetivos da visita de Trump é aumentar o apoio internacional na tentativa de conter a Coreia do Norte. (ANSA)
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