Mesmo sem EUA, ONU se reúne para manter Acordo sobre Clima

BERLIM E ROMA, 6 NOV (ANSA) - Começou nesta segunda-feira (6), na cidade alemã de Bonn, a 23ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23), que buscará manter os compromissos sobre o clima assinados por quase todos os países do mundo.   

Mesmo com a retirada da assinatura do Acordo de Paris pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é esperado que os norte-americanos se comprometam com parte dos debates. Nas conversas, que a partir do dia 15 reunirão ministros de alto nível, serão analisadas as maneiras sobre como serão aplicadas as diretrizes do Acordo - que completa um ano em vigor neste mês - e haverá debates relacionados às questões financeiras, como o fundo de ajuda para países pobres e em desenvolvimento.   

A ideia, segundo a ONU, é que tudo fique bem alinhado agora e entre em vigor plenamente até a próxima edição do encontro, a COP 24. Ao todo, representantes de 190 países confirmaram presença no evento, que segue até o dia 17.   

A reunião ocorre em um momento em que houve a divulgação que a emissão do dióxido de carbono (CO2) em 2016 bateu o recorde dos últimos 800 mil anos. Além disso, uma série de estudos apontam que os últimos anos foram os mais quentes da história do planeta.   

O Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a COP21, cria uma série de metas a serem cumpridas por todas as nações para a redução da emissão de gases poluentes, com investimentos em energias renováveis e na ajuda a países que não tem condições financeiras de cumprir as metas.   

O acordo tem 195 signatários, com exceção dos EUA de Trump, que retirou a assinatura dada por Barack Obama, da Síria e da Nicarágua. No entanto, esses últimos anunciaram que vão entrar no acordo, mesmo achando que as punições não são tão severas quanto deveriam ser.   

- Ilhas em risco: Apesar de estar sendo realizada em Bonn, a presidência do evento pertence às Ilhas Fiji, que não tinham uma estrutura segura e ampla para sediar uma reunião de alto porte. Por isso, o governo alemão está oferecendo toda a estrutura e ajuda logística.   

Nesta segunda, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Barbara Handricks, informou que seu país aumentará em mais 50 milhões de euros as contribuições para o fundo da ONU para as ilhas em risco. Ao todo, os alemães já deram 190 milhões de euros para esse fim.   

"Damos um sinal claro. A Alemanha é solidária com as pessoas que são particularmente atingidas pelas mudanças climáticas", disse Handricks. (ANSA)
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