Comunistas saem às ruas para lembrar Revolução Russa

MOSCOU, 07 NOV (ANSA) - Apesar da postura do governo de Vladimir Putin de ignorar os 100 anos da Revolução Russa, milhares de comunistas saíram às ruas de Moscou nesta terça-feira (7) para festejar o centenário de um dos episódios mais emblemáticos do século 20.   

A manifestação ocorreu em clima de tranquilidade e contou com delegações de diversos países do mundo, como Coreia do Norte, China, Cuba, Brasil e Itália. Esta última foi guiada pelo secretário do Partido Comunista Italiano (PCI), Marco Rizzo.   

Durante o ato, o público levantou bandeiras da União Soviética e de legendas comunistas, além de retratos de Lênin e Stálin. A passeata cruzou ruas do centro de Moscou, até chegar à Praça da Revolução, em frente ao Teatro Bolshoi e a uma estátua de Karl Marx.   

Durante a vigência da URSS, o 7 de novembro era celebrado de maneira solene e com paradas militares. Depois do desmanche do país, os festejos oficiais foram interrompidos, mas o Partido Comunista da Rússia, que ainda hoje venera Stálin, nunca deixou de comemorar a ascensão dos bolcheviques ao poder.   

No mês passado, um porta-voz do Kremlin chegou a dizer que não havia "nada para festejar" em 7 de novembro. A data marca o dia - 25 de outubro no calendário juliano então em vigor - de 1917 em que o Soviete de Petrogrado proclamou a dissolução do governo provisório presidido por Alexander Kerensky e decretou a revolução bolchevique que impôs o regime socialista ao país.   

Patriotismo - Se ignoraram a lembrança da Revolução Russa, as instituições preferiram dar destaque ao desfile na Praça Vermelha em lembrança da parada militar de 7 de novembro de 1941, quando soldados soviéticos partiram para combater as tropas nazistas na linha de frente da Segunda Guerra Mundial.   

De acordo com a imprensa local, o ato reuniu cerca de 5 mil pessoas. "76 anos atrás, sobre a Praça Vermelha, marchava a invencível e legendária Armada Vermelha. Hoje Moscou recorda aqueles heróis", disse o prefeito Sergey Sobyanin.   

Ao contrário da Revolução Bolchevique, que ainda é motivo de divisão no país, a parada de 1941 é símbolo do orgulho nacional.   

(ANSA)
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