Na Coreia do Sul, Trump modera tom contra Pyongyang

PEQUIM, 07 NOV (ANSA) - Após a retórica agressiva dos últimos meses, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou nesta terça-feira (7) na Coreia do Sul e amenizou o tom em relação à Coreia do Norte.   

Chegando do Japão, onde havia mantido o discurso contundente contra o regime de Pyongyang, o republicano pareceu se adequar aos apelos por moderação feitos por Seul, capital que poderia ser devastada em um eventual ataque de Kim Jong-un.   

Em coletiva de imprensa com o presidente da Coreia da Sul, Moon Jae-in, Trump disse que vê "bons progressos" sobre a Coreia do Norte, que foi convidada a "voltar à mesa e a fazer um acordo".   

Além disso, o líder norte-americano afirmou que não tem nenhum desejo de "usar a força".   

"Mas os Estados Unidos estão prontos para usar toda a gama de seu potencial militar, se necessário", ressalvou. Antes disso, na base de Camp Humphreys, Trump já havia manifestado a esperança de que a crise na península coreana seja resolvida.   

"Tudo tem solução", garantiu.   

A passagem pela Coreia do Sul faz parte da primeira viagem do presidente dos EUA à Ásia, cujo maior objetivo é definir com os países da região, principalmente a China, uma estratégia que faça Pyongyang abandonar suas ambições nucleares e o desenvolvimento de mísseis balísticos.   

"Acredito que estamos fazendo muitos progressos. Estamos mostrando uma grande força, e acredito que eles entendem que temos uma força sem par", declarou Trump, que cobrou mais esforços da China e da Rússia para pressionar Kim Jong-un.   

Por sua vez, Moon Jae-in afirmou que os dois países concordaram em promover uma "solução pacífica" para a crise e disse esperar que a visita do líder norte-americano represente um "ponto de reviravolta" na questão nuclear.   

No entanto, segundo a agência "Yonhap", Seul negocia a compra de submarinos de propulsão nuclear dos Estados Unidos para aumentar seu "poder de dissuasão" em relação a Pyongyang. Mas as tratativas devem ser longas, já que esses equipamentos nunca foram cedidos por Washington por causa de seu caráter estratégico.   

Trump fica na Coreia do Sul até a tarde desta quarta-feira (8), quando embarca para Pequim, na China. O presidente dos EUA ainda passará por Vietnã e Filipinas. (ANSA)
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