O que esperar da reunião sobre Mudanças Climáticas da ONU?

SÃO PAULO, 7 NOV (ANSA) - Representantes de 197 países estão reunidos na cidade de Bonn, na Alemanha, para participar da 23ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23).   

Iniciada nesta segunda-feira (6), a série de encontros segue até o dia 17 de novembro - sendo que está marcado, para dois dias antes, o começo das reuniões de alto nível. Mas, o que de fato será debatido na cidade alemã? Organizamos quatro perguntas e respostas sobre o encontro: - Quem participará do encontro? Entre os representantes das quase 200 nações, estarão políticos envolvidos com o combate às mudanças climáticas, ativistas e artistas internacionais.   

Entre as presenças já confirmadas, estão o presidente da França, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o ator e ativista Leonardo Di Caprio, e uma série de políticos norte-americanos, como os ex-governadores da Califórnia Jerry Brown e Arnold Schwarzenegger e o ex-presidenciável Al Gore.   

- Qual será a principal meta? Apesar de ter sido assinado há dois anos, o Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas será o norteador das reuniões. Sob a sombra de Donald Trump, que anunciou a retirada dos Estados Unidos do pacto mundial, os líderes irão debater sobre quais serão os próximos passos para a implementação de fato do texto.   

Esses dispositivos de controle de metas, de como chegar até aquilo que foi combinado e, especialmente, de como financiar a implementação das medidas são os principais nódulos da atuação plena do Acordo.   

Todos os países, com exceção de Nicarágua e Síria, se comprometeram com o documento da COP21. No entanto, com a decisão de saída do pacto de Trump, os EUA deixarão o grupo em 2019.   

Desde 2015, porém, a Nicarágua informou que assinaria o Acordo, e hoje, o jornal alemão "Der Spiegel" informou que o governo de Damasco tem a intenção de assinar o documento "em breve".   

- O que o encontro precisa entregar? Além de uma declaração final que deve marcar politicamente os EUA e sua decisão de abandonar o acordo, os políticos e ativistas reunidos em Bonn precisam entregar uma espécie de "plano de ação" para 2018, quando será realizada a próxima edição do evento.   

A ONU espera que tudo fique alinhado para que, em 2018, o Acordo de Paris entre em vigor plenamente. Entre os principais pontos, devem estar esclarecidos sobre quais serão os métodos para reduzir em 2º C - ou, ao menos, 1,5ºC - a temperatura do planeta para os próximos anos.   

- Por que o encontro está sendo realizado em Bonn? A presidência da COP23 pertence às ilhas Fiji, uma das áreas mais afetadas do mundo quando o assunto são eventos climáticos extremos. A ONU decidiu dar simbolicamente a liderança do evento ao país, para enviar um sinal de preocupação com o avanço rápido das alterações no clima.   

No entanto, o arquipélago não tem condições de sediar um evento de tão grande porte. Por isso, como a cidade alemã é sede do escritório sobre as Mudanças Climáticas da ONU e também sediou a primeira reunião do tipo, em 1995, optou-se por fazer em Bonn.   

No entanto, o protocolo e a cerimônia de abertura foram lideradas pelo presidente de Fiji. (ANSA)
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