Chile tem audiência alta para último debate antes de eleições

SANTIAGO, 8 NOV (ANSA) - Por Margarita Bastías - A alta audiência no debate entre os candidatos à Presidência do Chile, que atingiu 44 pontos, foi a grande surpresa da discussão realizada na noite desta terça-feira (7). Os oito candidatos ao "La Moneda" expuseram suas propostas a menos de duas semanas para o pleito, que ocorre no dia 19.   

Iniciado às 22h (horário local), o debate prosseguiu por três horas. Os aspirantes à Presidência foram interrogados por quatro jornalistas sobre temas abertos na primeira rodada para seguir para a segurança, saúde e educação nas rodadas seguintes.   

O analista político da Universidade do Chile, Alejandro Olivares, afirmou à ANSA que as novas regulamentações dos gastos eleitorais provocaram uma sensação de apatia geral, projetando uma alta abstenção nos comícios presidenciais, parlamentares e de conselheiros regionais.   

"Quarenta e quatro pontos de rating para um debate mostra que há sim interesse e isso foi demonstrado quando atingiu o pico na sintonia, quando houve o intercâmbio de opiniões entre os candidatos", disse o especialista à ANSA.   

Segundo Olivares, o "debate foi interessante" não porque houve um confronto de opiniões, mas porque foi possível conhecer o que pensam os candidatos sobre cada tema.   

"A direita ultraconservadora apareceu mais e, mesmo que seu representante, José Antonio Kast, não ganhará, ele tem um discurso consistente que obriga Sebastián Piñera a entrar em um campo tenso, entre o seu liberalismo e o mundo conservador", destaca.   

Ele ainda afirmou que "Kast é representante da direita chilena" e que será interessante conhecer quanto ele consegue atingir o eleitorado. "Esse será um elemento a ser seguido no sistema político chileno", acrescenta Olivares.   

"Esse é o político mais consistente dos últimos tempos: defende os militares, justifica a ditadura, fala de Deus, de pátria..   

uma estratégia muito boa para os votantes super conservadores que não tínhamos visto ainda no sistema chileno porque sempre estava escondido", diz ainda.   

De acordo com o professor, essa postura vai acabar escancarando para que lado vai a direita do país: se vai se unir com Piñera, que segue uma linha mais clássica, ou se vira para o partido de ultradireita.   

- Candidatos: Além do favorito ex-presidente Piñera e de Kast, estão na disputa Alejandro Guillier, da coalizão de esquerda Nova Maioria que iria para o segundo turno, Beátriz Sánchez, representante da Frente Ampla (força nova no sistema político), Eduardo Artés, da ultraesquerda União Patriótica, Carolina Goic, da Democracia Cristã, Marco Enríquez-Ominami, do Partido Progressista e Alejandro Navarro, que corre como independente. (ANSA)
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