Líder do Parlamento catalão diz que secessão era 'simbólica'

MADRI, 09 NOV (ANSA) - A presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, acatou nesta quinta-feira (9) a aplicação do artigo 155 da Constituição contra a comunidade autônoma, usado pelo governo da Espanha para destituir os líderes regionais, dissolver seu legislativo e convocar novas eleições.   

Forcadell compareceu ao Tribunal Supremo, em Madri, ao lado de dois membros da Mesa do Parlamento catalão, Lluís Corominas e Lluis Guinó, e foi interrogada por suspeita de crimes de rebelião e sedição.   

Segundo fontes presentes na audiência, citadas pelo jornal "La Vanguardia", os três acataram as medidas do artigo 155 e, se afastando do grupo separatista liderado pelo presidente destituído Carles Puigdemont, afirmaram que a declaração de independência aprovada em 27 de outubro era "meramente simbólica" e "sem efeitos jurídicos".   

Com isso, de acordo com o diário catalão, Forcadell, Corominas e Guinó pretendem evitar que a Procuradoria da Espanha peça suas prisões preventivas, como aconteceu com os oitos ex-membros do governo regional já detidos e com os cinco que estão em exílio na Bélgica.   

Na audiência, Forcadell defendeu que seu papel era o de permitir o debate e preservar o "direito à atividade parlamentar" e ressaltou que impedi-los seria um "descumprimento dos princípios do Estado Democrático". (ANSA)
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