União Europeia aprova novas sanções contra a Venezuela

BRUXELAS, 13 NOV (ANSA) - Os 28 chanceleres da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (13) uma série de novas sanções econômicas contra a Venezuela, incluindo um embargo à venda de armas e de "outros materiais relacionados" que poderiam ser usados para "a repressão interna".   

Além disso, os ministros aprovaram a proibição de viagem aos países-membros da UE e o congelamento de bens de venezuelanos.   

No entanto, a lista dos nomes que serão atingidos pela medidas serão divulgados mais tarde, mas acredita-se que serão pessoas ligadas ao governo e às Forças Armadas.   

De acordo com uma nota divulgada pelos chanceleres, a ideia desse embargo é diminuir a "polarização política" no país e dar um impulso para "favorecer o diálogo" entre governo e oposição.   

"Nesse contexto, além dos esforços políticos e diplomáticos para apoiar uma conclusão negociada e pacífica da crise política, o Conselho decidiu por unanimidade adotar medidas restritivas, destacando as suas preocupações para a situação do país", escreveu o Conselho dos ministros.   

Desde a convocação da Assembleia Constituinte, em maio deste ano, pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, os líderes europeus criticaram duramente o governo. Para eles, a medida era uma manobra do mandatário para retomar o controle da Assembleia, que no momento era dominada pela oposição.   

Os Estados Unidos anunciaram uma série de sanções por conta da Constituinte e a União Europeia disse que criaria medidas caso Maduro levasse seus planos adiante.   

- Maduro otimista com a reestruturação do débito: Maduro anunciou, no fim da noite deste domingo (12), que a reunião convocada para hoje sobre a reestruturação ou o refinanciamento da dívida externa de seu país para a iniciativa privada está avaliado em US$ 60 bilhões e "contará com a participação direta de 91% dos credores".   

Durante seu pronunciamento, o presidente afirmou que os detentores dos títulos do Estado e da petrolífera PDVSA provenientes dos EUA,Itália, Grã-Bretanha e de outros países europeus "para buscar juntos uma fórmula que beneficiem os interesses das partes e garantam à Venezuela os seus direitos humanos". (ANSA)
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