Brasil sofre 'calote' de mais de US$ 260 milhões da Venezuela

SÃO PAULO E BRASÍLIA, 14 NOV (ANSA) - O Brasil vai comunicar o Clube de Paris, um organismo internacional que se ocupa da reestruturação e debates sobre dívidas de países, sobre um "calote" da Venezuela de US$ 262 milhões, informam fontes do governo à mídia brasileira.   


Em termos formais, o governo informará que o país de Nicolás Maduro não está honrando seus compromissos, o chamado "default".   


O valor não quitado venceu em setembro e, em janeiro, vence uma segunda parcela de US$ 270 milhões.   


Pelas regras do Clube de Paris, que reúne os países credores, uma dívida deve ser renegociada de maneira coordenada e não individualmente. O que as fontes do governo brasileiro apontam é que Caracas está fazendo uma espécie de "default estratégico", já que vem atrasando pagamentos específicos.   


Por exemplo, em abril deste ano, Maduro não quitou uma dívida com a Rússia - que foi paga em setembro, quando a do Brasil não foi quitada.   


Os US$ 262 milhões são referentes a créditos relativos à exportações cobertos pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que é uma empresa pública. Por isso, se o não pagamento se estender até os 120 dias de atraso, é a agência quem terá que pagar o financiamento realizado pelos bancos. Neste caso, o Banco da China, BNDES e Credit Suisse.   


O valor, em si, não é considerado alto nas relações internacionais, mas já é um sinal de que os venezuelanos não estão mais conseguindo honrar seus compromissos.   


No fim da noite de ontem (13), a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) declarou que a Venezuela está em "default seletivo" por não pagar uma dívida de US$ 200 milhões e rebaixou a nota do país mais uma vez.   


"Nós abaixamos o rating para dois níveis, em 'D', e cortamos o rating a longo prazo para 'SD' (default seletivo)", escreveu a agência. O rating significa que, apesar de não ter quitado os pagamentos de bônus de dívidas, há a intenção do governo de fazer o pagamento.   


A decisão foi tomada após uma reunião entre o governo venezuelano e os credores privados da PDVSA, a companhia petrolífera do país, para o reembolso de US$ 60 bilhões. O encontro durou apenas 30 minutos e não chegou a nenhum acordo de fato. (ANSA)
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