Câmara dos EUA dá 1º aval a reforma fiscal de Trump

WASHINGTON, 16 NOV (ANSA) - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (16) um projeto de lei que corta US$ 1,5 trilhão em impostos, abrindo caminho para a reforma fiscal desejada pelo presidente Donald Trump.   

A medida recebeu 227 votos a favor e 205 contrários, mas o Senado, onde a maioria republicana é mais apertada, ainda deve apresentar uma proposta própria. O partido de Trump conta com 52 assentos na Câmara Alta (de um total de 100) e pode se dar ao luxo de perder apenas dois votos para aprovar uma lei.   

Um senador republicano, Ron Johnson, já disse que não apoiará o procedimento, colocando em dúvida a reforma fiscal da Casa Branca, que já sofreu diversas derrotas no Congresso em 2017, principalmente nas tentativas de abolir o sistema de saúde criado por Barack Obama, o "Obamacare".   

O projeto de Trump prevê uma diminuição de 39,6% para 35% na alíquota mais alta do imposto de renda, que atinge a parcela mais rica da população, os que ganham acima de US$ 418 mil por ano.   

Além disso, o governo pretende reduzir o número de faixas do imposto para três: 12%, 25% e 35%. Atualmente, são sete patamares: 10%, 15%, 25%, 28%, 33%, 35% e 39,6%. Trump também quer isentar de taxação os primeiros US$ 24 mil que um casal ganha - o valor atual é de US$ 12 mil.   

Para o setor privado, o presidente propôs uma redução de 35% para 20% no imposto corporativo sobre o rendimento das empresas, número cinco pontos percentuais acima do que havia sido prometido pela Casa Branca em abril passado.   

Analistas temem que a redução tributária possa aumentar o déficit no orçamento, mas o governo alega que o próprio crescimento econômico compensará a desoneração.   

Uma das principais diferenças dos textos discutidos na Câmara e no Senado diz respeito ao número de faixas do imposto de renda.   

Embora a Casa Branca tenha sugerido três patamares, o projeto aprovado pelos representantes prevê quatro: 12%, 25%, 35% e 39,6%.   

Já o texto que deve ser votado no Senado mantém as sete faixas atuais, mas com valores distintos: 10%, 12%, 23%, 24%, 32%, 35% e 38,5%. Por outro lado, os dois projetos aumentam o teto de isenção de US$ 12 mil para US$ 24 mil e reduzem o imposto corporativo de 35% para 20%. (ANSA)
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