Com esquerda dividida,Piñera é favorito em eleições no Chile

SÃO PAULO, 18 NOV (ANSA) - Por Lucas Rizzi e Tatiana Girardi - Sob uma aura de inevitabilidade, o Chile vai às urnas neste domingo (19) para o primeiro turno das eleições presidenciais, que têm como favorito o ex-mandatário Sebastián Piñera (Chile Vamos), beneficiado pelo impopular segundo governo de Michelle Bachelet e pela fragmentação da esquerda.   

Presidente entre 2010 e 2014, justamente entre os dois mandatos da líder socialista, o empresário de 67 anos lidera as pesquisas com cerca de 35% das intenções de voto, apesar de ter deixado o poder com sua avaliação em baixa. Tido como um dos homens mais ricos do país, Piñera é dono de um patrimônio estimado em US$ 2,7 bilhões, segundo a revista "Forbes".   

Com diploma em engenharia comercial pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e PhD em economia pela Universidade de Harvard, fundou uma empresa de cartões de crédito em 1976 e foi dono da emissora de TV "Chilevisión", de 26% da companhia aérea LAN (que viria a se fundir com a TAM) e do Colo-Colo, clube de futebol mais popular do país.   

Ao ser eleito presidente, se desfez dessas participações e confiou parte de sua fortuna a um "blind trust", fundo que administra ativos sem a interferência de seus proprietários, mas acusações de conflito de interesses permeiam sua vida na política. Seu período no poder também foi marcado pelo acidente que soterrou 33 trabalhadores em uma mina a 700 metros de profundidade em San José.   

O incidente, ocorrido em agosto de 2010, causou comoção mundial, especialmente no resgate dos mineiros, realizado mais de dois meses depois. Seu governo, iniciado em março daquele ano, também teve de lidar com a reconstrução das zonas destruídas pelo terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter que matara mais de 500 pessoas no centro do país em fevereiro.   

Piñera é favorito, mas não entusiasma os chilenos. "A fragmentação da esquerda explica a provável vitória de Piñera, mais do que a tendência de crescimento da direita na América Latina. Um candidato unindo toda a esquerda poderia ter sido mais competitivo", afirma o coordenador do MBA em Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel. (continua...)
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