Renzi quer se candidatar contra Berlusconi em 2018

ROMA, 21 NOV (ANSA) - Às vésperas do julgamento do recurso de Silvio Berlusconi na Corte Europeia de Direitos Humanos contra sua inelegibilidade, o ex-primeiro-ministro da Itália Matteo Renzi prometeu nesta terça-feira (21) desafiá-lo diretamente caso ele possa concorrer nas eleições de 2018.   

Em entrevista ao programa "Porta a Porta", talk show político da emissora "Rai", o secretário do centro-esquerdista Partido Democrático (PD) disse que pode se candidatar no mesmo colégio eleitoral de Berlusconi.   

"Ficaria contente se Berlusconi pudesse se candidatar, porque poderia propor eu contra ele, uma vez que leio sobre acordos secretos ou coisa assim. Gostaria que os cidadãos vissem uma candidatura minha contra Berlusconi", afirmou Renzi.   

O ex-premier se referia aos rumores sobre uma possível coalizão entre o PD e o conservador Força Itália (FI), partido presidido por Berlusconi, caso nenhuma legenda consiga maioria nas eleições legislativas do ano que vem. "Façamos eu contra ele no colégio de Milão, seria um belo desafio", acrescentou o líder da centro-esquerda.   

Berlusconi está inelegível até 2019, com base na "Lei Severino", que prevê a interdição de cargos públicos e a cassação de políticos condenados pela Justiça - o ex-primeiro-ministro perdeu seu mandato de senador em 2013, após ter sido sentenciado por fraude fiscal.   

No entanto, o líder conservador alega que seus direitos humanos foram violados por ele ter sido punido de maneira "retroativa", já que a lei foi sancionada apenas em 2012, sendo que o processo por fraude transcorria desde 2005. A mesma tese foi rejeitada pela Corte Constitucional da Itália, o que fez Berlusconi recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, na França. O julgamento deve ocorrer nesta quarta-feira (22).   

Reunião - Também nesta terça, Renzi se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Paris. O encontro durou cerca de uma hora e tratou sobre as formas de se combater o populismo na União Europeia.   

Além disso, segundo fontes presentes na reunião, o ex-premier italiano qualificou Macron como o "ponto de referência para a retomada" do bloco. (ANSA)
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