Renzi e Berlusconi vão à campo e criticam adversários

ROMA, 26 NOV (ANSA) - Os líderes dos dois maiores partidos políticos da Itália, Matteo Renzi, do Partido Democrático (PD), e Silvio Berlusconi, do Força Itália (FI), fizeram discursos inflamados neste domingo (26) nas reuniões de suas siglas.   

O ex-premier da centro-esquerda fez um apelo para a união de sua sigla após as brigas registradas desde 2014. "Chega de brigar e chega com os congressos permanentes. Nós somos uma equipe. Quem ficar aqui, ótimo. Quem não quer, terá o respeito e não o rancor porque nós não fazemos política com rancor", disse aos correligionários em Florença.   

Por sua vez, o ex-Cavaliere falou sobre uma possível vitória nas eleições de 2018 se os partidos de centro-direita se unirem e fez críticas à legenda antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S).   

"Eles tem um 'front-man', [Luigi] Di Maio, com uma cara limpa mas que se inscreveu para o Direito, e fracassou; que se inscreveu em um curso de engenheiro, e fracasso. Ele só foi gândula no [estádio] San Paolo para ver de graça os jogos do Napoli", ironizou sobre o candidato a premier do M5S.   

Berlusconi ainda afirmou que, se for eleito, seu governo "terá 20 ministérios, sendo 12 da sociedade civil e só oito governados por políticos: três para o Força Itália, três para a Liga [Norte, partido de extrema-direita] e dois para o FDI [Fratelli D'Italia]".   

Em um clássica frase de efeito do ex-premier de centro-direita, Berlusconi afirmou que "sente o dever, como senti em 1994, de entrar em campo para evitar que o país vá para uma grave e perigosa situação". "Eu me sinto com 40 anos e me comporto como um homem de 40", disse ele aos 81 anos.   

Já Renzi aproveitou o momento também para fazer críticas tanto ao M5S como ao líder do Força Itália, dizendo que o PD "não é como o Berlusconi, que quando perde, dá a culpa para alguém".   

"Nós assumimos quando perdemos. Já o M5S fica falando em complô.   

Quando se perde, é porque os italianos escolheram os outros. Vos convido a ter a honestidade intelectual porque, se não olharmos o passado, não teremos honestos no futuro. Perdemos um desafio, mas nos reerguemos. Estamos mais fortes do que antes", disse o ex-premier ao lembrar da derrota no referendo constitucional de dezembro do ano passado. (ANSA)
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