Hotel italiano arrasado por avalanche ficava em área de risco

PESCARA, 29 NOV (ANSA) - Uma investigação da Procuradoria da República em Pescara, no centro da Itália, confirmou que o hotel Rigopiano, destruído por uma avalanche em 18 de janeiro de 2017, estava em uma zona de risco. A tragédia matou 29 pessoas.   

Segundo o inquérito, a localização do estabelecimento, que ficava em uma área montanhosa no município de Farindola, tinha "todas as características morfológicas, morfométricas, climáticas e de vegetação para ser catalogada como um lugar de avalanches sujeito a fenômenos de magnitude até elevada".   

Situado na cordilheira dos Apeninos, o Rigopiano foi soterrado por um deslizamento de neve, provavelmente causado pela série de terremotos no centro da Itália iniciada em 24 de agosto de 2016.   

Naquele 18 de janeiro de 2017, a região do hotel já tinha registrado três sismos superiores a 5.0 na escala Richter.   

As operações de resgate só foram concluídas uma semana depois e terminaram com 11 sobreviventes, incluindo quatro crianças. Nove deles permaneceram debaixo da neve e dos escombros por mais de 40 horas.   

A Procuradoria em Pescara já denunciou mais de 20 pessoas por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na tragédia.   

A suspeita é que as autoridades tenham falhado na prevenção da avalanche, já que o risco de deslizamento na zona estava em nível quatro - em uma escala que vai até cinco - no momento do desastre.   

A primeira chamada de socorro foi feita às 17h08 (horário local), mas as autoridades só acreditaram na história da avalanche às 19h - a funcionária da Província de Pescara que atendera a ligação acreditava se tratar de um boato.   

A partir daí, iniciou-se uma batalha para fazer os bombeiros chegarem ao hotel, o que só ocorreu às 4h25 da madrugada seguinte. Algumas das mortes no Rigopiano foram causadas por asfixia e congelamento, e não pelo impacto da neve.   

No momento da avalanche, os hóspedes já haviam feito check-out e estavam reunidos na recepção e nas áreas de convívio do Rigopiano, apenas aguardando o envio de um caminhão limpa-neve para ir embora.   

Segundo relatório da Procuradoria, o hotel devia ter sido evacuado dois dias antes do deslizamento, em 16 de janeiro, quando boletins meteorológicos já alertavam para intensas precipitações de neve nas horas seguintes. "A suspensão temporária do serviço do Hotel Rigopiano e a tempestiva evacuação das pessoas teriam permitido salvá-las", diz o documento. (ANSA)
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