Papa ordena 16 novos padres em Bangladesh

DACA, 01 DEZ (ANSA) - Por Giovanna Chirri - Quando cada um deles responde "sim" ao pedido de obediência ao bispo, espalha-se aquilo que parece um canto rítmico e prazeroso e nada mais é do que a Ladainha de Todos os Santos. Os 16 se prostram no chão, sobre um lençol branquíssimo estendido no altar aos pés do Papa.   

O altar tem teto de palha e fundo de compensado.   

É neste cenário onde Francisco ordenou, nesta sexta-feira (1º), 16 padres para a Igreja Católica de Bangladesh, que conta com 380 mil fiéis e 400 sacerdotes (416 com os novos). Um momento histórico para esse país onde os padres mais antigos ainda se lembram da visita de Paolo VI, em 1970, para levar socorro após um tufão devastador.   

Lembram-se também da viagem de João Paulo II, em uma nação, como explica o missionário Gabriele Costa, onde ver o Papa, mesmo pela televisão, não é algo tão comum. Assim, com interesse e paciência, os fiéis, espalhados por lonas de plástico sobre o chão e estimados em 100 mil pessoas pelas autoridades, esperavam a chegada de Francisco e assistiam em telões a um filme sobre sua vida e história.   

Estamos no parque Suhrawardy Udyan, em Daca, entre lagos, palmeiras e árvores que parecem salgueiros. Aqui, na época da colonização, os soldados britânicos se exercitavam a cavalo.   

Aqui, sobretudo, o pai da nação, Mujibur Rahman, fez um histórico discurso antes da guerra de 1971, que separou Bengala do Paquistão e fez nascer o Bangladesh.   

A missa é muito sugestiva e participativa, celebrada em latim, inglês e bengali, e os 16 novos padres, com sobrenomes espanhóis como Rosario ou bengaleses, parecem bastante jovens, ainda que alguns já estejam próximos dos 30 anos.   

Francisco fez um giro de papamóvel, festejado e chamado por todos os lados, e foi recebido por 12 casais de pré-adolescentes em roupas brancas, como se estivessem na primeira comunhão.   

Todos podem ver o Pontífice nos telões, suas palavras são traduzidas na língua local, a não ser a homilia, que é aquela tradicional para a ordenação de sacerdotes.   

O Papa a lê como se cumprisse um dever, ninguém a traduz, ao contrário de suas palavras improvisadas, que levantam aplausos: "A vocês, caros irmãos e irmãs, obrigado por terem vindo a esta festa, a esta festa de ordenação. Sei que muitos de vocês vieram de longe e que muitos estão viajando há dois dias, mas obrigado por sua generosidade, isso indica o amor que vocês têm pela Igreja, por Jesus Cristo. Muito obrigado por sua fidelidade".   

(ANSA)
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