Senado aprova reforma tributária de Donald Trump

ROMA, 02 DEZ (ANSA) - Em meio à repercussão da decisão do ex-conselheiro para Segurança Nacional Michael Flynn de colaborar com o FBI no "caso Rússia", o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conquistou na noite da última sexta-feira (1º) uma importante vitória política, com a aprovação de sua reforma tributária pelo Senado.   

Após numerosas modificações, o texto de cerca de 500 páginas foi chancelado por um placar de 51 a 49, sendo que, entre os republicanos, apenas o senador Bob Corker, que acusa o magnata de ser "inadequado" para comandar os EUA, votou contra o projeto.   

A reforma prevê uma renúncia fiscal de aproximadamente US$ 1,4 trilhão em 10 anos, mas deve ser harmonizada com a versão aprovada pela Câmara dos Representantes em 16 de novembro, etapa que os líderes republicanos esperam concluir antes do Natal. Como os dois textos são semelhantes em muitos pontos, os governistas estão otimistas quanto à possibilidade de sucesso.   

Já os democratas sustentam que as duas versões da reforma fiscal representam um "presente" às grandes empresas e aos contribuintes mais ricos.   

A proposta - Um dos eixos da reforma tributária de Trump é a redução de 35% para 20% no imposto corporativo sobre o rendimento das empresas, número cinco pontos percentuais acima do que havia sido prometido pela Casa Branca em abril passado.   

Na versão da Câmara, o corte passaria a valer imediatamente; na do Senado, apenas em 2019. Além disso, o presidente quer diminuir as faixas do imposto de renda de sete (10%, 15%, 25%, 28%, 33%, 35% e 39,6%) para quatro (12%, 25%, 35% e 39,6%). A reforma também isenta de taxação os primeiros US$ 24 mil que um casal ganha - o valor atual é de US$ 12 mil.   

A oposição teme que a redução tributária possa aumentar o déficit no orçamento, mas o governo alega que o próprio crescimento econômico compensará a desoneração. Junto com as mudanças fiscais, o Senado também aprovou uma emenda que elimina um dos pilares da reforma sanitária de Barack Obama: a obrigatoriedade de contratar seguros saúde.   

Ao longo de 2017, diversas tentativas de reverter o Obamacare fracassaram no Congresso. A reforma tributária foi chancelada pelo Senado no mesmo dia em que Michael Flynn, ex-conselheiro para Segurança Nacional de Trump, admitiu ter mentido ao FBI sobre seus contatos com o embaixador da Rússia em Washington, Sergey Kislyak.   

A decisão aproxima o inquérito do Salão Oval da Casa Branca, já que Flynn era um dos assessores mais próximos do presidente.   

(ANSA)
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