Defesa de arcebispo acusado de ocultar abuso alega Alzheimer

SYDNEY, 04 DEZ (ANSA) - A defesa do arcebispo de Adelaide, Philip Wilson, 67 anos, o mais alto membro da Igreja Católica a ser processado por ocultação de crimes de pedofilia, afirmou que o prelado sofre de mal de Alzheimer e tem "dificuldades cognitivas".   

O julgamento devia ter iniciado na última terça-feira (28), no Tribunal de Newcastle, no sudeste da Austrália, mas a corte decidiu adiar a audiência para que um neuropsicólogo certifique se Wilson é capaz de entender o processo contra si.   

A próxima sessão está marcada para a próxima quarta (6), mas, se o arcebispo for julgado incapaz, o caso só deve voltar a ser analisado em 2018. Recentemente, o prelado também colocou um marca-passo.   

Segundo a acusação, Wilson recebeu, entre 2004 e 2006, informações de que um padre de Newcastle, James Fletcher, morto tempos depois, havia abusado sexualmente de um menino de 10 anos em 1971. A denúncia poderia levar à abertura de um processo contra o sacerdote, mas o arcebispo não informou a polícia.   

Se condenado, Wilson pode pegar até dois anos de cadeia. De acordo com a defesa, as investigações comprovaram apenas que ele escutara as acusações de abuso, mas não que ele havia acreditado nelas. (ANSA)
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